O Ibovespa opera em alta de 0,81% na abertura do pregão desta terça-feira (12), a 127.260 pontos. As atenções dos investidores estão voltadas para a inflação do Brasil, medida pelo IPCA, e dos Estados Unidos, dados divulgados nesta manhã, de acordo com informações do portal Forbes Brasil.
A inflação brasileira acelerou mais do que o esperado em fevereiro e atingiu o nível mais alto em um ano diante da pressão sazonal dos custos da educação, embora o aumento dos preços dos alimentos tenha arrefecido.
Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,83%, acelerando a alta de 0,42% em janeiro e acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,78% no mês. Com o resultado divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula nos 12 meses até fevereiro alta de 4,50%, de 4,51% em janeiro. A expectativa era de um aumento de 4,44%.
No mês, o maior impacto foi exercido pelo grupo de Educação, com alta de 4,98%, em um movimento sazonal de início de ano. A maior contribuição nesse segmento partiu dos cursos regulares, cujos custos avançaram 6,13% no mês. As maiores altas nos preços vieram do ensino médio (8,51%), do ensino fundamental (8,24%), da pré-escola (8,05%) e da creche (6,03%). Também houve aumento na inflação do curso técnico (6,14%), ensino superior (3,81%) e pós-graduação (2,76%).
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2024 subiu em 0,01 ponto percentual, para 3,77%. Para 2025 a inflação segue sendo calculada em 3,51% e para os dois anos seguintes foi mantida em 3,50%.
O centro da meta oficial para a inflação em 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. No cenário corporativo, A Natura&Co (NTCO3) divulgou na noite de segunda-feira (11) prejuízo líquido de R$ 2,7 bilhões no quarto trimestre de 2023 ante resultado negativo de R$ 890 milhões sofrido um ano antes, em resultado em parte afetado pela reestruturação do grupo de cosméticos, afirmou a companhia no balanço.
A empresa afirmou que a última linha do resultado foi impactada por R$ 1 bilhão relacionado às operações vendidas da rede de lojas The Body Shop e por conta negativa de R$ 664 milhões associada ao “impairment da Avon”.
Nos Estados Unidos, os preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentaram de forma sólida em fevereiro, em meio a custos mais altos de gasolina e moradia, sugerindo alguma rigidez na inflação que pode adiar um corte da taxa de juros pelo Federal Reserve em junho.

