Carmen Lúcia nega pedido de Bolsonaro para anular investigação sobre venda de joias

    Pedido foi apresentado pelo PP, em fevereiro, na forma de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental

    Foto: Carlos Moura/STF

    A ministra do Supremo Tribunal federal (STF) Cármen Lúcia negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para anular a investigação sobre um suposto esquema de venda de joias recebidas pela Presidência sob a alegação de que apuração instaurada por Alexandre de Moraes “violou regras”. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

    Segundo a publicação, o pedido foi apresentado pelo PP, em fevereiro, na forma de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental. A petição, no entanto, foi redigida pelos advogados de Bolsonaro: Paulo Cunha Bueno, Daniel Tesser e Fabio Wajngarten.

    A defesa precisou que um partido apresentasse a ADPF por haver requisitos. Só podem propor esse tipo de ação presidente da República, procurador-geral da República, partidos políticos e entidades de classe.

    Coube ao PP de Ciro Nogueira, aliado e ex-ministro e aliado de Bolsonaro, questionar no STF o fato de que nenhum dos investigados tem foro para ser investigado no STF. Eles também contestam a distribuição do caso por Moraes, alegando que não há conexão com outras investigações relatadas pelo ministro.

    A defesa então pediu a “declaração da nulidade de todos os atos praticados e provas produzidas” no caso, e solicitam que a investigação seja reenviada à Justiça Federal de Guarulhos, onde foi iniciada. No entanto, Cármen negou tal pedido.