Justiça nega pedido de ex-governador para tirar tornozeleira eletrônica

    Defesa de Sérgio Cabral alegou, entre outros argumentos, a inadequação das restrições "diante do bom comportamento do cliente

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

    A Primeira Turma especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou pedido do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Ele queria suspender as medidas cautelares impostas pela Justiça Federal na ação penal da Operação Eficiência. As medidas cautelares hoje vigentes são o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de se ausentar do país, e a obrigação de comparecer em juízo mensalmente. A informação é da coluna de Lauro jardim, do jornal O Globo.

    De acordo com o colunista, a defesa do ex-governador alegou, entre outros argumentos, a inadequação das restrições “diante do bom comportamento do cliente, como demonstraria a inexistência de notícia de qualquer intercorrência desde a sua saída do cárcere, ocorrida há oito meses”.

    Por maioria, os julgadores da Primeira Turma Especializada acompanharam o entendimento da relatora, desembargadora federal Simone Schreiber que, em seu voto, lembrou que o réu responde a várias ações penais, “sempre apontado como líder de uma organização criminosa dedicada à prática de crimes graves em detrimento ao Estado do Rio de Janeiro, no período em que exercia o cargo de governador”.

    A magistrada acrescentou que o TRF2 o condenou em ao menos seis ações, a penas que ultrapassam 89 anos de reclusão.