Oposição critica derrubada de emenda do reajuste dos servidores: ‘Gestão dificulta’

    Bancada apresentou emenda para reajuste linear de 8% tanto para professores como para os demais servidores municipais

    Foto: Antônio Queirós/CMS

    Sob protesto dos servidores municipais, o reajuste salarial da categoria solicitado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) foi aprovado, por unanimidade, na Câmara Municipal de Salvador (CMS). A medida autoriza um acréscimo de 4% nos vencimentos dos trabalhadores que atuam na administração direta da prefeitura e de 8% para os professores e procuradores do município.

    Mesmo com unanimidade, a matéria que teve o parecer dado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em plenário, contou com uma série de críticas da bancada de oposição, formada por nove legisladores. Em conversa com o bahia.ba, o vereador Randerson Leal (PDT), que apesar de compor o partido aliado ao prefeito Bruno Reis (União Brasil) se posiciona contra o governo, afirmou que os oposicionistas pleitavam um reajuste linear aos trabalhadores e garantiu que continuaram empenhados para assegurar um “benefício maior” aos servidores.

    “Nós da [oposição] queríamos um reajuste mais justo e de forma linear. Embora acredito que todo reajuste é importante para valorização de qualquer profissional e por isso votamos pela aprovação dos 4% para os servidores municipais geral e 8% para os professores. […]. A luta continua para que possamos nos próximos embates na câmara ter um benefício maior para os servidores que se dedicam e realizam um trabalho fundamental para o povo de Salvador”, afirmou o parlamentar.

    Horas antes do início da votação, a bancada da minoria se reuniu com o presidente do Sindicato dos Servidores, Bruno Carinhanha, para tratar sobre o tema. Após o encontro, a oposição protocolou uma emenda solicitando o reajuste linear, mas não foi acatada pelo presidente da CCJ, vereador Paulo Magalhães Jr. (União Brasil).

    “Inclusive demos entrada com uma emenda para que fosse pelo menos os 8% de forma linear embora sabemos que não é o ideal mas por conta da legislação eleitoral só permite reajuste aos servidores municipais até seis meses antes do pleito votamos pela aprovação conforme as texto foi enviado pelo executivo municipal”, explicou Randerson.

    Já o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB) lamentou a queda da emenda da proposta encaminhada pelo Executivo. “Lamentamos profundamente. Entendemos que essa gestão tem dificultado o contato com os servidores que compõe o serviço público municipal, os servidores são essenciais para implementação de políticas públicas e atuam nas mais diversas áreas da cidade e merecem valorização profissional e reconhecimento com condições de trabalho dignas”, disse o comunista ao bahia.ba.

    E continuou: “No entanto, não é isso que temos verificado. Há uma insuficiência de servidores de vários segmentos da prefeitura, além de defasagem histórica”.