Lobista pagou propina a grupo de senadores, aponta investigação

    As ações de busca e apreensão em empreendimentos de Milton Lyra foram solicitadas pela PGR; caso mais detalhado é o do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)

    Foto: divulgação

    Um grupo de senadores é destinatário de propinas pagas pelo lobista Milton de Oliveira Lyra Filho, alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Sépsis, deflagrada nesta sexta-feira (1º), segundo o Globo.

    Ao autorizar a ação, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “os elementos fáticos descritos dão conta, ao menos em tese, de vários repasses de propina que seriam destinadas a integrantes do Senado Federal, por intermédio de Milton de Oliveira Lyra Filho”.

    Considerado operador do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e de outros senadores peemedebistas, Milton teve empreendimentos, que seriam de fachada, vasculhados pela Polícia Federal.

    As ações de busca e apreensão foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) a partir da delação premiada de Nelson José de Mello, ex-diretor de relações institucionais do grupo Hypermarcas.

    O caso mais detalhado é o do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que almeja presidir o Senado a partir de 2017. Segundo a delação de Nelson, um pagamento ilícito foi feito para a campanha de Eunício ao governo do Ceará em 2014.

    “Milton Lyra informou que seria procurado por um portador de Eunício Oliveira. Recebeu um sobrinho de Eunício, então candidato a governador, o qual pediu ajuda financeira na candidatura”, diz um trecho da delação.