Centrão se divide e PL vota em peso pela soltura de Brazão; saiba como cada deputado votou

    O parlamentar está preso sob a suspeita de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), em 2018

    Foto: Agência Câmara

    Por 39 a 25 , a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o parecer pela manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão. O parlamentar está preso sob a suspeita de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), em 2018.

    Pelo visto não funcionou a organização do centrão para derrubar a prisão e mandar um recado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.  O líder da União Brasil, Elmar Nascimento (União Brasil-BA), que pressionou colegas de partidos a se posicionarem contra a prisão, por exemplo, perdeu dois votos de sua bancada. Outros seis integrantes da sigla se posicionaram pela soltura de Brazão.

    O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, deu os 13 votos que tem na comissão em favor do deputado. O PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por sua vez, deu cinco votos para manter a prisão e um parlamentar da sigla se absteve. O Republicanos, que tem cargos no governo, mas simpatiza com pautas ligadas a Bolsonaro, por sua vez, se dividiu: três votaram para derrubar a prisão e dois, para manter.

    Para que fosse aprovado o relatório bastava maioria simples. O cenário, no entanto é diferente no plenário, quando são necessários 257 votos (maioria absoluta) dos 513. Na sessão que durou cerca de cinco horas, os discursos também se dividiram.

    Integrantes do centrão e aliados de Bolsonaro que a decisão Moraes de mandar prender o parlamentar violou a Constituição, que prevê que deputados só podem ser detidos em flagrante por crime inafiançável. De outro, membros a base do governo Lula (PT) afirmaram que libertar Brazão representa um sinal de impunidade e que a ordem de Moraes foi constitucional.

    Veja a lista de como votou cada deputado:

    A favor:

    Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
    Alex Manente (Cidadania-SP)
    Bacelar (PV-BA)
    Benes Leocádio (União Brasil-RN)
    Castro Neto (PSD-PI)
    Célia Xakirabá (PSOL-RJ)
    Cezinha de Madureira (PSD-SP)
    Chico Alencar (PSOL-RJ)
    Cobalchini (MDB-SC)
    Covatti Filho (PP-RS)
    Darci de Matos (PSD-SC)
    Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR)
    Delegada Katarina (PSD-SE)
    Diego Coronel (PSD-BA)
    Dra. Alessandra Haber (MDB-PA)
    Duarte Jr. (PSB-MA)
    Fausto Pinato (PP-SP)
    Flávio Nogueira (PT-PI)
    Helder Salomão (PT-ES)
    José Guimarães (PT-CE)
    Juarez Costa (MDB-MT)
    Kim Kataguiri (União Brasil-SP)
    Luiz Couto (PT-PB)
    Márcio Honaiser (PDT-MA)
    Maria Arraes (Solidariedade-PE)
    Neto Carletto (PP-BA)
    Orlando Silva (PCdoB-SP)
    Patrus Ananias (PT-MG)
    Pedro Campos (PSB-PE)
    Rafael Brito (MDB-AL)
    Renilce Nicodemos (MDB-PA)
    Renildo Calheiros (PCdoB-PE)
    Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
    Rubens Pereira Júnior (PT-MA)
    Toninho Wandsheer (PP-PR)
    Waldemar Oliveira (Avante-PE)
    Welter (PT-PR)

    Contra:

    Bia Kicis (PL-DF)
    Capitão Alberto Neto (PL-AM)
    Carlos Jordy (PL-RJ)
    Chris Tonietto (PL-RJ)
    Dani Cunha (União Brasil-RJ)
    Danilo Forte (União Brasil-CE)
    Delegado Éder Mauro (PL-PA)
    Delegado Marcelo (União Brasil-MG)
    Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
    Delegado Ramagem (PL-RJ)
    Domingos Sávio (PL-MG)
    Dr. Jaziel (PL-CE)
    Gilson Daniel (Podemos-ES)
    José Medeiros (PL-MT)
    Felipe Saliba (PRD-MG)
    Fernanda Pessoa (União Brasil-CE)
    Julia Zanatta (PL-SC)
    Lafayette de Andrada (Republicanos-MG)
    Marcelo Crivella (Republicanos-RJ)
    Marcos Pollon (PL-MS)
    Mauricio Marcon (Podemos-RS)
    Nicoletti (União Brasil-RR)
    Pedro Aihara (PRD-MG)
    Pr. Marco Feliciano (PL-SP)
    Rafael Simoes (União Brasil-MG)
    Roberto Duarte (Republicanos-AC): contra

    Abstenção:

    João Leão (PP-BA)