Ministra garante correção apenas para benefícios de servidores em 2024

    "O orçamento de 2024 ainda está sendo impactado pelos 9% do ano passado", diz Esther Dweck

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, disse, nesta quinta-feira (11), que o governo Lula (PT) tem o compromisso de conceder 19% de reajuste aos servidores do Executivo federal nos quatro anos de mandato. Em 2023, foi concedido um reajuste linear de 9% para todos os servidores públicos, incluindo os inativos. Para 2024, no entanto, com as contas apertadas e o compromisso de entregar um resultado primário com déficit zero, não deverá haver nenhum reajuste salarial, apenas uma correção nos benefícios.

    “O que a gente tem pactuado inicialmente dentro do governo? Que, além dos 9%, a gente garantiria mais 9%, 4,5% [em 2025] e 4,5% [em 2026] ao longo do mandato do presidente Lula, garantindo, para todo mundo, no mínimo, 18%. Na verdade, é 19%, porque como você acumula um aumento em cima do outro, o aumento seria 19,03%, que é acima da inflação do período, então, por isso ninguém teria perda ao longo do mandato do presidente Lula”, declarou Dweck, em entrevista ao programa Bom dia, ministra, da TV Brasil.

    Ela ponderou, conforme o Metrópoles, que o governo atual não consegue recuperar todas as perdas acumuladas pelos servidores, que ficaram com os salários congelados: “Mas a gente não teria uma facilidade de recuperar a perda que ocorreu nos governos anteriores, especialmente no governo imediatamente anterior”, em referência ao governo Jair Bolsonaro (PL).

    A ministra ainda frisou que, para este ano, o espaço orçamentário só foi suficiente para bancar o reajuste nos benefícios. “O orçamento de 2024 ainda está sendo impactado pelos 9% do ano passado, já que ele não foi dado num ano cheio. Ele foi dado só a partir de maio, pago em junho. Então, o impacto dele foi muito forte no Orçamento deste ano. A gente conseguiu mais um espaço orçamentário [em 2024], que a gente concentrou em benefícios”.