STF ordena a quebra do sigilo bancário de Waldir Maranhão

    PGR aponta "fortes indícios" de envolvimento do parlamentar em fraudes com institutos de previdência de servidores públicos

    (Foto: J. Batista/ Agência Câmara)

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello ordenou a quebra do sigilo bancário do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar, em petição, “fortes indícios” de envolvimento do parlamentar em fraudes com institutos de previdência de servidores públicos.

    A decisão indica que a investigação está vinculada a declarações de uma colaboração premiada que tramita em segredo no STF. O acordo de delação foi encaminhado em novembro de 2013 pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região e homologado por Marco Aurélio em março de 2014.

    Segundo a PGR, há suspeitas de que Maranhão, “mediante recebimento de vantagem indevida, teria atuado em diversas prefeituras em favor de esquema fraudulento de investimento nos regimes de Previdência”.

    O advogado do parlamentar no inquérito que tramita no STF, Michel Saliba, afirmou, ao jornal Folha de S. Paulo, que a quebra de sigilo bancário de seu cliente é “absolutamente normal dentro de um procedimento investigatório” e que Maranhão está à disposição para prestar esclarecimentos.