Prefeito de Salvador critica impactos do veto à desoneração da folha

    "Quando você veta a desoneração da folha, já há um aumento imediato de encargos que incidem no transporte público", pontuou Bruno Reis

    Foto: Jamile Amine/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), se posicionou sobre o veto à desoneração da folha de pagamento de setores da economia e de municípios. Durante o lançamento da campanha “Maio Laranja”, nesta sexta-feira (3), o gestor público criticou a medida e disse que a decisão impactará no transporte público da cidade.

    “Quando você veta a desoneração da folha, já há um aumento imediato de encargos que incidem em um componente que é importante, que é a mão de obra do transporte público. Quando houve o veto, aí depois a Câmara derrubou, já havia uma preocupação do reflexo que teria na tarifa do transporte público”, iniciou Bruno.

    O prefeito fez questão de recordar que a Prefeitura tem ajudado a pagar a tarifa de transporte na cidade, fazendo investimentos que nunca tinham sido feitos anteriormente. “Se não tiver desoneração da folha, isso vai implicar em uma uma conta prestação, maior parte Prefeitura, que já não dispõe mais de recursos para isso. Em toda a história nunca se colocou dinheiro em subsídio do transporte público. Entre 2023 e 2024, nós estamos botando R$ 206 milhões. É muito dinheiro, que poderia estar sendo utilizado em diversas outras áreas da cidade, seja de educação, saúde, ou área social”, pontuou.

    O gestor falou sobre a negociação entre a Prefeitura e os consórcios. “Quando nós conversamos com os consórcios em relação a composição, a gente estava em um ano onde estava sendo revisado o contrato de concessão, e por isso que demorou para se chegar na definição do valor entre a tarifa real, que é a tarifa técnica, que deveria ser cobrada, e a que está na porta do ônibus. Hoje a Prefeitura está pagando em média R$ 0,32 (32 centavos) por passageiro transportado. Pagamos isso no ano de 2023 e vamos pagar agora em 2024”, afirmou Reis.

    Bruno Reis disse aguardar que o Supremo Tribunal Federal (STF) recue na decisão de suspender a desoneração. “Por inabilidade ou por falta de prioridade, deixou que fosse aprovado na Câmara, não mobilizou seus parlamentares, e essa decisão do Poder Legislativo, que cabe legislar sobre essas matérias. O Executivo foi para a Justiça, conseguiu a decisão para suspender, e espero que essa decisão possa ser revista pelo Supremo Tribunal Federal”, defendeu o gestor.