Florence minimiza pesquisa que aponta Rui Costa como o ministro mais mal avaliado do governo

    Deputado licenciado, petista atribui números negativos ao que chama de 'maioria conservadora' da Câmara, onde o levantamento foi realizado

    Foto: Fredie Ribeiro/bahia.ba

    O secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence, minimizou uma pesquisa que aponta o baiano Rui Costa (PT) como o ministro mais mal avaliado na Câmara dos Deputados. Segundo o levantamento Genial/Quaest, o chefe da Casa Civil do governo Lula acumula as maiores rejeições tanto na avaliação geral, quanto entre parlamentares da oposição.

    “Um ministro que tem que tomar decisões difíceis eventualmente pretere quem preferia uma decisão fácil, digamos assim. Pesquisa de popularidade, de Executivo, de Casa Civil, na Câmara dos Deputados, eu vou duvidar da modelagem, da amostragem, do questionário, se sair positiva”, declarou Florence ao bahia.ba.

    “A popularidade junto aos deputados não ser boa não é parâmetro para nenhuma análise que não seja avaliar o próprio perfil do Congresso Nacional”, disse.

    No cômputo geral, 39% dos parlamentares entrevistados avaliam como negativa a gestão de Rui Costa, 29% positiva, e outros 27%, regular. Outros 4% não opinaram.

    Entre os oposicionistas, 75% reprovam o chefe da Casa Civil, enquanto 5% o aprovam. Na base governista, por sua vez, ele é bem avaliado por 56%, mas é visto de forma negativa por 13%.

    Deputado federal licenciado, Florence atribui os números negativos ao que chamou de uma “maioria conservadora”, que, segundo ele, se reproduziu por meio do orçamento secreto no governo Bolsonaro.

    “Essa maioria foi a que acabou Bolso Família, acabou o Minha Casa, Minha Vida, com o Mais médicos”, disse o petista, para quem Rui Costa é um ministro de “alta performance”.

    Em relação a Fernando Haddad, aprovado por quase metade dos entrevistados, Florence atribui o desempenho do ministro à “construção de pontes” com diversos setores, sobretudo para a aprovação da reforma tributária.

    A sondagem da Genial/Quaest foi realizada entre os dias 29 de abril e 20 de maio e ouviu 183 deputados federais em exercício por meio de entrevistas presenciais e online. A margem de erro é de 4,8 pontos percentuais.