Melhor um final trágico do que uma tragédia sem fim, diz Wagner após revés da MP do PIS/Cofins

    Fala ocorreu após Congresso recusar medida criada pelo governo para restringir o uso de créditos tributários por parte de empresas

    Foto: Alessandro Dantas/ PT no Senado
    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

     

    O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou como um “final trágico” a nova derrota imposta ao governo Lula após o Congresso Nacional recusou a medida criada pelo governo para restringir o uso de créditos tributários por parte de empresas.

    “É melhor um final trágico do que uma tragédia sem fim. Nós estávamos vivendo uma tragédia que pareceria sem fim”, afirmou Wagner, que estava sentado ao lado do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que anunciou a devolução da MP (medida provisória).

    Wagner também fez elogios à tranquilidade e à capacidade negocial de Pacheco. Segundo o líder do governo no Senado, Lula “não estava confortável” e que a decisão de Pacheco “tem o aplauso do presidente da República”.

    A MP (medida provisória) —que entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada posteriormente pelo Congresso— havia sido enviada pelo governo aos parlamentares apenas uma semana antes, alterando regras do PIS/Cofins para compensar a perda de receitas sofrida pela União com a desoneração da folha de pagamento de 17 setores.

    O texto do governo logo gerou uma significativa reação de grupos empresariais que se viam prejudicados, enquanto o Ministério da Fazenda dizia que iria conversar melhor com parlamentares e com os setores afetados.

    A MP foi editada pelo governo na terça-feira (4) da semana passada. Na sexta (7), Haddad disse que algumas pessoas sequer haviam lido o texto. Para ele, ninguém quer abrir mão de privilégios na discussão.

    Na segunda-feira (10), o diretório nacional do Progressistas (PP) apresentou uma ADI (ação direta de inconstitucionalidade) ao STF com pedido de medida cautelar (decisão urgente) contra a MP.