PF indicia irmã de ministro de Lula em inquérito sobre suposto desvio de emendas no Maranhão

    Prefeita de Vitorino Freire (MA), Luanna Rezende é indiciada como suposta integrante de "organização criminosa"

    Foto: Instagram/@luanna.rezende

    A Polícia Federal também indiciou a irmã do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), Luanna Rezende (União), no inquérito que investiga um suposto desvio de emendas parlamentares para a pavimentação de ruas da cidade, orçada no valor de R$ 7,5  milhões e sob aval da construtora Construservice. 

    A emenda parlamentar em questão foi disponibilizada por Juscelino quando ele ainda era deputado federal. O dinheiro foi enviado por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Maranhão . 

    A irmã do ministro indiciado é prefeita da cidade de Vitorino Freire, no interior do Maranhão, e chegou a ser afastada do cargo no ano passado. Em seguida, retomou o mandato por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF indicia a chefe do Executivo municipal por supostamente integrar organização criminosa.

    Já Juscelino foi indiciado pelos agentes federais por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Em nota, o ministro afirmou que a investigação “parece ter se desviado de seu propósito original” e repete métodos da Lava-Jato. 

    “O indiciamento é uma ação política e previsível, que parte de uma apuração que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito. Não há absolutamente nada que envolva minha atuação no Ministério das Comunicações”, afirmou o ministro, reclamando que a PF fez uma “devassa” sobre ele e familiares e conclui: “A investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar. No exercício do cargo como deputado federal, apenas indiquei emendas parlamentares para custear obras. A licitação, realização e fiscalização dessas obras são de responsabilidade do Poder Executivo e dos demais órgãos competentes”, apontou.

    Relatório da PF indica que Juscelino integraria uma “organização criminosa” com o empresário com base em mensagens analisadas pelos investigadores no celular de Eduardo DP no período entre 2017 e 2020. O ministro deve ser perguntado sobre a relação que ele mantinha com o empresário, citado em outros inquéritos policiais como agiota.