Obama condena ataque e diz que vai trabalhar para punir envolvidos

    Pouco antes de ser morto pela polícia de Dallas, franco-atirador confessou que queria matar pessoas brancas, especialmente policiais

    Foto: Reprodução/ Agência Lusa

    Em visita à Polônia, onde participou de uma cúpula internacional, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, condenou o ataque a policiais na quinta-feira (7), em Dallas, ao qual classificou de “cruel”. Além de manifestar seu repúdio, o mandatário norte-americano prometeu trabalhar para punir os envolvidos no ato. Como saldo do atentado, cinco policiais foram mortos e sete ficaram feridos.

    As investigações iniciais descartam envolvimento do atirador com grupos terroristas. O ataque teve motivação racial e está associado ao clima de tensão deflagrado com a morte de dois negros por policiais em ações nesta semana, em Louisiana e em Minnesota. Capturadas em video, cenas das duas mortes viralizaram nas redes sociais.

    Os policiais foram intencionalmente alvejados quando trabalhavam durante manifestação contra as mortes de Alton Sterling e Philando Castile, os dois negros alvejados por policiais. O atentado aconteceu a poucas quadras de onde o então presidente John F. Kennedy foi morto, em 1963, em Dallas.

     Robô-bomba – Identificado como Micah Xavier Johnson, o franco-atirador foi morto em meio ao confronto, segundo o chefe de polícia de Dallas, David Brown. Para neutralizá-lo, foi utilizado um robô-bomba. Também suspeitos de envolvimento no ataque, três pessoas foram presas, entre as quais uma mulher. “Nós tivemos troca de tiros com o suspeito. Não vimos nenhuma outra opção e tivemos que usar nosso robô-bomba”, afirmou Brown.

    Ainda segundo o chefe de polícia, o autor dos disparos que atingiram os policiais disse que estava decepcionado com as ações recentes da polícia e com os brancos. “O suspeito afirmou que queria matar pessoas brancas, especialmente policiais brancos”, completou Brown.