BCE fará mais cortes nos juros se inflação diminuir, diz economista-chefe

    Ações europeias caíram em meio à alta dos rendimentos dos títulos públicos

    Foto: Banco Centro Europeu

    O Banco Central Europeu (BCE) continuará a reduzir as taxas de juros se as pressões sobre os preços diminuírem. Isso, conforme projetado agora, mas o ritmo da flexibilização monetária poderá diminuir em caso de surpresas desagradáveis, disse o economista-chefe do BCE, Philip Lane, à MTV da Finlândia nesta quarta-feira (26), de acordo com informações da Forbes Brasil.

    “Se essa linha de base se mantiver, de fato, haverá mais reduções nas taxas de juros. No entanto, dada a incerteza no mundo, se houver uma nova surpresa com relação à inflação. Então a velocidade com que reduzimos os juros diminuirá”, disse Lane em uma entrevista.

    As ações europeias caíram nesta quarta-feira (26) em meio à alta dos rendimentos dos títulos públicos por preocupações com as persistentes pressões globais dos preços, antes de relatório sobre a inflação nos Estados Unidos (EUA).

    O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,56%, a 514,81 pontos, depois de reverter ganhos iniciais pressionados por uma alta nos rendimentos dos títulos em toda a zona do euro.

    O setor imobiliário, que é mais sensível aos juros, foi um dos que mais pressionaram o índice referencial europeu, com queda de 1,2%. As ações do setor de viagens e lazer lideraram os declínios setoriais, com baixa de 1,7%.

    O foco permanecia no relatório do índice de preços (PCE) dos EUA, na sexta-feira, que pode desempenhar um papel fundamental na avaliação da perspectiva da taxa de juros do Federal Reserve (FED). Também no centro das atenções está o resultado do primeiro turno das eleições parlamentares antecipadas da França, em 30 de junho.

    Em Londres, o índice Financial Times recuou 0,27%, a 8.225,33 pontos.

    Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,12%, a 18.155,24 pontos.

    Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,69%, a 7.609,15 pontos.

    Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,49%, a 33.541,98 pontos.