O Ibovespa (IBOV) teve alta com 0,85%, aos 128.293,61 pontos, um ganho superior a 1 mil pontos, o índice emendou seus nove pregões positivos, saindo de 80.901,47 pontos na abertura do dia 14 para 87.652,64 pontos no fechamento do dia 26, um sprint de quase 7 mil pontos.
De acordo com informações do portal InfoMoney, o ganho atual é de quase cinco mil pontos. Além disso, o principal índice de Bolsa brasileira não fechava acima de 128 mil desde 17 de maio último, quando encerrou a sessão com 128.150,71 pontos, queda 0,10%. Em outras palavras, é o maior patamar em 38 pregões ou 54 dias.
O dólar comercial subiu 0,56%, a R$ 5,44, enquanto o Dólar Norte-Americano (DXY), índice que mede a performance do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,56%. Já os DIs (juros futuros) recuaram por toda a curva.
O dólar tinha tudo para acompanhar o DXY, já que a notícia do dia foi boa: o índice de preços ao consumidor (CPI) de junho nos EUA mostrou deflação e um núcleo em desaceleração. Com o resultado, mercado renovou a esperança de início de corte de juros pelo Federal Reserve já na reunião de setembro – probabilidade que tinha perdido força após um repique de preços no início do ano.
Francisco Nobre, economista da XP, destaca em sua análise que, além das leituras mais benignas do indicador cheio, as medidas de inflação subjacente também surpreenderam novamente em sentido descendente, com boas leituras tanto para as categorias de bens como de serviços. “No geral, após as impressões agressivas do primeiro trimestre, o segundo trimestre foi benigno”, pontuou.
“Com as informações que recebemos hoje, que incluem dados sobre emprego, inflação, crescimento do PIB e perspectivas para a economia, vejo como provável que ajustes de política monetária sejam justificados”, disse a presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly.
“O CPI realmente é um dado importante, é muito bem recebido pelo mercado e acaba reforçando a expectativa de corte de juros pelo Fed, então isso aí acaba sendo positivo tanto para o Brasil quanto lá fora. A gente consegue ver que realmente a economia vem aí no soft landing (aterrissagem suave) e isso acaba trazendo uma realocação por parte de países emergentes e um fluxo positivo para o Brasil”, disse Christian Iarussi, especialista em mercado de capitais e sócio da The Hill Capital.
Nos EUA, uma curiosa repercussão levou os S&P 500 e o Nasdaq e recuarem, mesmo com a surpresa positiva do CPI. Segundo a CNBC, o S&P 500 recuou de um recorde à medida que os investidores abandonavam os grandes nomes de tecnologia do ano, como Nvidia, Microsoft e Meta. O catalisador para a mudança foi a leitura mais baixa do índice de preços ao consumidor em mais de três anos, o que fez com que os Treasuries caíssem e os investidores apostassem em ações de pequena capitalização e no setor imobiliário. O Dow Jones fechou no azul, ao menos.

