Conselho de Ética ouve testemunhas de defesa de Chiquinho Brazão nesta segunda (15)

    Um dos ouvidos nesta segunda é o delegado Rivaldo Barbosa, que também foi preso por envolvimento no assassinato de Marielle

    Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

    O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados se reunirá, na tarde desta segunda-feira (15), para ouvir seis testemunhas de defesa do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro.

    Um dos ouvidos nesta segunda é o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, que também está preso pelo envolvimento no crime. Além dele, também irão testemunhar o vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Willian Coelho; o ex-Deputado Federal, Paulo Sérgio Ramos Barboza; o ex-vereador e ex-deputado estadual, Carlos Alberto Lavrado Cupello; e Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio e irmão de Chiquinho Brazão.
    Também está listado como testemunha de defesa o delegado da Polícia Civil do Rio, Daniel Freitas Rosa, que, no entanto, não confirmou a participação.

    A Procuradoria-Geral da República acusa Chiquinho Brazão de ser um dos mandantes do duplo assassinato, na época em que atuava como vereador no Rio de Janeiro. Preso desde março, ele nega as acusações e diz que os debates que travou com Marielle na Câmara Municipal não podem ser utilizados como motivo para ligá-lo ao assassinato.

    O advogado de Brazão, Cleber Lopes, argumenta que os episódios relatados nas acusações são anteriores ao mandato de Brazão como deputado federal, não sendo alcançados pelo Código de Ética da Câmara.

    No Conselho de Ética, Brazão responde a processo (Representação 4/24) impetrado pelo Psol. A deputada Jack Rocha (PT-ES) é a relatora do caso.

    Depoimento de acusação
    Na semana passada, o Conselho de Ética ouviu o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), que era vereador no Rio à época dos crimes. Ele afirmou que o assassinato de Marielle teve como objetivo amedrontar quem ousasse enfrentar os interesses de milícias no Rio de Janeiro (RJ) em decisões políticas.