A história é ruim, diz advogada de Flávio Bolsonaro ao tentar anular processo das rachadinhas

    Em áudio gravado por Ramagem, ela aparece dizendo que para responder investigações é melhor seguir caminho 'processual' sem tentar rebater as acusações

    Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz (Foto: Reprodução/Instagram)

    A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas” sugeriu que o melhor caminho para responder às investigações deveria ser “processual”, sem entrar no “mérito”, por avaliar que as alegações do cliente são ruins.

    Conforme Bela Megale, no O Globo, a orientação partiu da advogada Luciana Pires, durante reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno, o então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem (PL), e Juliana Bierrenbach, que também integra a defesa de Flávio.

    “O caminho tem que ser processual, tá? Materialmente é muito ruim. A história é ruim”, disse Luciana. “Entrar no mérito se fez, não fez [a rachadinha], entendeu? Não é bom”, emendou a advogada.

    Gravado por Ramagem, o áudio da reunião faz parte do inquérito da Polícia Federal que apura a instauração de um esquema de investigação ilegal de autoridades pela Abin. O material teve sigilo levantado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta segunda-feira (15).

    Como sugeriu a advogada, o caso das “rachadinhas” operadas por Fabrício Queiroz no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foi arquivado pelo Tribunal de Justiça do Rio sem que fossem analisadas as provas coletadas no processo. A corte entendeu que o parlamentar tem foro privilegiado. Posteriormente, o STF manteve o entendimento sobre foro e anulou as provas da investigação.