Violência: Rio Vermelho contabiliza quatro agressões em uma semana

    Ciclo de violência foi aberto com a agressão à cantora Aiace Félix, que tentou defender a irmã e foi espancada por um taxista

    Foto: Rita Barreto/ Setur

    Conhecido como o bairro mais boêmio e rico em diversidade de Salvador, o bairro do Rio Vermelho ganhou destaque nos últimos dias pelos casos de violência que chamaram a atenção pela banalidade. O caso mais recente culminou na morte do estudante e produtor de eventos Leonardo Moura, que foi violentamente agredido na madrugada do sábado (9) e não resistiu a uma cirurgia de retirada de um dos rins, no domingo (10), no Hospital Geral do Estado. A família alega que o crime tem motivação homofóbica. O corpo do jovem, que tinha 28 anos, foi enterrado nesta terça-feira (12).

    O último final de semana também registrou mais dois casos de agressões a frequentadores do bairro. No sábado (9), o cantor Marte Ventura, vocalista da banda Urbano Elétrico – Legião Urbana Cover, denunciou no seu Facebook um espancamento que sofreu ao lado da quadra de esportes, na Rua da Paciência. “Seriam as mesmas pessoas?”, questionou no post.

    No domingo (10), o ciclista Tiago Correia Leite teve a sua bike roubada e foi atingido por uma paulada, na Rua João Gomes. O homem chegou a ficar inconsciente e foi socorrido por pedestres que transitavam na rua. O caso também ganhou repercussão no Facebook. Tiago contou ter ficado com “três ossos da face triturados, um corte profundo abaixo do olho direito, nariz torto” e possibilidade de cirurgia no maxilar.

    O caso de agressão que abriu o ciclo no Rio Vermelho foi registrado no domingo (3) pela cantora Aiace Félix, que tentou defender a irmã e foi espancada pelo taxista Antônio Ricardo, preso em flagrante no dia seguinte em casa, na Federação. O homem, que já responde a um processo por agressão contra a ex-mulher, continua preso.