Dólar dispara 1,9% e fecha a R$ 5,59, maior patamar em três semanas

    Moeda americana operou em alta firme durante todo o dia diante da preocupação do mercado com o ajuste das contas públicas

    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    O dólar fechou em alta de 1,9% nesta quinta-feira (18), e encerrou o dia valendo R$ 5,59. A moeda americana recuperou o maior patamar visto em quase três semanas, que só não é maior do que o seu recorde em mais de dois anos e meio atingido no dia 2 de julho, de R$ 5,665. A informação é de uma matéria do Metrópoles.

    A moeda americana operou em alta firme durante todo o dia diante da preocupação do mercado com o ajuste das contas públicas após falas da Ministra do Planejamento, Simone Tebet, de que gastos com saúde e educação devem ficar de fora do corte de gastos. “Não tem nenhuma sinalização de que PAC na área de saúde e educação vai ter corte”. Tebet também disse que vai ter de cortar gastos, mas naquilo que está sobrando, como fraudes e erros. “Não podemos gastar menos do que arrecadamos. O Brasil saiu muito empobrecido da pandemia”, aponta o Metrópoles.

    Ainda segundo a reportagem do Metrópoles, o mercado fechou sem saber exatamente os desdobramentos da reunião entre o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros da área econômica, nesta quinta-feira (18), no Palácio do Planalto. No encontro, em curso neste momento, serão discutidos eventuais cortes de gastos no Orçamento deste ano. Além de Lula, participam da reunião os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão) e Rui Costa (Casa Civil).

    O Ministério da Fazenda defende uma redução de R$ 10 bilhões nas despesas previstas, para cumprir a meta de déficit fiscal zero em 2024. Além disso, um pente-fino no Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderia resultar numa economia entre R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões. Nesse hipótese, somados os valores, os cortes poderiam alcançar R$ 20 bilhões, acrescenta o Metrópoles.