Rio Vermelho: delegada diz que não há lesões que comprovem agressão

    O promotor de eventos, Léo Moura, 29 anos, foi encontrado ferido e com um rim dilacerado após sair de uma boate no Rio Vermelho; família alega homofobia

    (Foto: Reprodução Facebook)

    Laudos periciais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) poderão revelar o que provocou a morte, na segunda-feira (11), do estudante Leonardo Moura, que estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE) desde o sábado (9), quando foi encontrado ferido próximo à Praia da Paciência, no bairro do Rio Vermelho, com um dos rins dilacerado.

    Imagens e testemunhos também podem ajudar a elucidar o caso, como explica a delegada Andréa Ribeiro, coordenadora da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), uma vez que não existem lesões visíveis no corpo da vítima, as quais poderiam configurar as agressões e estas as causas da morte. “A polícia não descarta nenhuma linha de investigação, mas precisamos identificar a causa precisa da morte, já que nada até o momento nos indica que houve agressão”, explicou a delegada.

    Segundo a delegada, a família de Leonardo, que já prestou depoimento na delegacia, teve acesso ao prontuário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e nele constava que o jovem tinha caído. A família disse também que, nos momentos de lucidez, o estudante disse não se recordar de ter sofrido agressões.Imagens da região já estão sendo solicitadas e possíveis testemunhas estão sendo buscadas por equipes da DH/Atlântico. Os prontuários de atendimento médico do SAMU e do HGE também foram solicitados, para serem anexados ao inquérito. Os socorristas que prestaram o atendimento a Leonardo já foram identificados e devem comparecer ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para prestarem depoimento.

    Homofobia – Apesar das declarações da delegada, a família de Leonardo dá outra versão do fato. Eles afirmam que o corpo de Léo tinha diversas marcas de agressão, bolsas de sangue nos olhos, marcas roxas nas costas, pés e mãos feridos, como ele tivesse tentado se defender das agressões. A principal suspeita da família é de que ele tenha sido vítima de homofobia. Ainda conforme os parentes do rapaz, Leo havia saído da boate San Sebastian, no Rio Vermelho, e caminhado em direção à Barra, onde mora.