Filhos de Bolsonaro ensinam, por R$ 1 mil, a ‘livrar o Brasil das garras da esquerda’

    O curso custa em torno de R$ 1 mil (R$ 997,90 à vista ou R$ 1.197,48, divididos em 12 vezes) e acontece no próximo 10 de agosto

    Foto: Redes Sociais

    Com o tema “Você irá aprender com Carlos Bolsonaro a estratégia que elegeu o presidente Bolsonaro e, melhor, poderá aplicar na sua candidatura em 2024”, os irmãos Carlos Bolsonaro, vereador no Rio pelo PL, e Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PL-SP, ministram curso sobre como “ter sucesso nas eleições de 2024”. O público alvo é de pré-candidatos a prefeito e vereador da direita, e seguidores do bolsonarismo.

    O curso custa em torno de R$ 1 mil (R$ 997,90 à vista ou R$ 1.197,48, divididos em 12 vezes) e acontece no próximo 10 de agosto, em São Paulo. Garante “imersão completa”, com direito a material gravado, certificado e sessão de fotos com a família Bolsonaro. A página da Ação Conservadora na internet, idealizada por Eduardo Bolsonaro e que anuncia o curso, não trata da possível presença do ex-presidente da República.

    Os filhos do ex-presidente Bolsonaro listam ainda outras quatro razões para estimular as inscrições no curso. Entre outras motivações, os irmãos dizem que os ensinamentos ajudam os interessados a se “livrar o Brasil das garras da esquerda”. O curso teria ainda os tópicos: “ser uma liderança na minha região”, “ver a direita na Presidência em 2026” e “ter sucesso nas eleições de 2024”

    Dicas para internet – O curso promete ainda aos bolsonaristas com pretensões políticas ensinar como utilizar a internet para ter voz, comunicar os seus valores e conectar com as pessoas. “A Presidência de 2026 dependerá das nossas ações de hoje, conquistando prefeituras, câmaras de vereadores e formando lideranças locais.”

    Durante o mandato do pai, Carlos Bolsonaro foi apontado como chefe do “gabinete do ódio”, que usava estrutura do Palácio do Planalto para atacar adversários políticos. Ele foi alvo de operação da Polícia Federal que investiga milícias digitais e uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em espionagem ilegal.