Índice Japonês registra seu pior resultado em quase 40 anos e lidera crise nas bolsas asiáticas

    Coreia do Sul e Taiwan seguem a bolsa japonesa; EUA continuam a amargar robustas quedas após o payroll

    Imagem: Divulgação/Pixabay

    O índice japonês, Nikkei, registrou seu pior resultado em quase 40 anos no domingo (4), desabando 12,4% e fechando a 31.458,42 pontos. O tombo lidera uma baixa coletiva das bolsas asiáticas nesta segunda-feira (5), estendendo acentuadas perdas do pregão anterior, após os últimos dados do mercado de trabalho dos EUA intensificarem preocupações sobre a saúde da maior economia do mundo.

    A queda da bolsa japonesa não só é o maior tombo diário desde outubro de 1987, na chamada “black monday” como ajudou a apagar integralmente os ganhos conquistados em 2024 e entrou em território baixista, ao acumular queda de 25% desde a máxima histórica que havia atingido em julho. Em outras partes da região asiática, o sul-coreano Kospi caiu 8,77% em Seul, a 2.441,55 pontos e o Taiex recuou 8,35% em Taiwan, a 19.830,88 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana sofreu a maior queda diária desde maio de 2020: o S&P/ASX 200 caiu 3,70% em Sydney, a 7.649.60 pontos.

    O resultado negativo do relatório de empregos dos EUA, o chamado payroll, divulgado na sexta-feira (2) e que ajudou a reforçar os temores de que a economia americana possa estar se encaminhando para uma recessão impulsionou a crise nas bolsas asiaticas e levou ainda as bolsas de Nova York a amargar robustas quedas pelo segundo dia consecutivo.

    Indo na contramão, China e Hong Kong viram seus mercados registrarem perdas relativamente menores nesta segunda, após dados mostrarem que o setor de serviços chinês se expandiu em ritmo mais forte em julho. O Xangai Composto caiu 1,54%, a 2.860,70 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 2,08%, a 1.548,83 pontos. O Hang Seng teve baixa de 1,46% em Hong Kong, a 16.698,36 pontos.