Índices futuros operam em alta nos EUA após resultado positivo no balanço da inflação

    Europa e Ásia também operam em alta após bons resultados da inflação no Reino Unido e do PIB japonês, respectivamente

    Foto: reprodução/ facebook B3

    Os bons resultados provenientes dos dados da inflação ao consumidor, que vieram em linha com o esperado pelos especialistas, somado aos dados da inflação ao produtor, divulgados também nesta semana, que subiu menos do que o esperado, tranquilizaram os investidores e elevaram os índices futuros de Nova York na manhã desta quinta-feira (15).

    Segundo matéria do InfoMoney, as atenções se voltam agora para as possíveis repercussões dos dados divulgados, como um corte da taxa de juros de 25 ou 50 pontos-base pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em setembro. A precificação de mercado sugere uma probabilidade de 58,5% para um corte menor, e de 41,5% para uma baixa mais acentuada, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

    Ainda nesta quinta, dados sobre vendas do varejo e pedidos de auxílio-desemprego também devem ser divulgados, além de falas dos membros do Fed, Alberto Musalem e Patrick Harker, enquanto os lucros do Walmart devem fornecer ‘insights’ sobre o estado do consumidor americano.

    Estados Unidos

    No campo corporativo, a Cisco Systems saltou mais de 5% após anunciar resultados e receitas acima do esperado no quarto trimestre fiscal e cortes em sua força de trabalho.

    Dow Jones Futuro: +0,17%

    S&P 500 Futuro: +0,18%

    Nasdaq Futuro: +0,05%

    Ásia

    Na Ásia, dados do PIB japonês superaram as expectativas do mercado na comparação trimestral e ajudaram a impulsionar os mercados. O aumento no Japão foi de 0,8% em comparação às previsões de um aumento de 0,5% dos economistas.

    O varejo na China viu suas vendas crescerem 2,7% ano a ano, superando as expectativas de um crescimento de 2,6% dos economistas. A produção industrial, por outro lado, cresceu 5,1% em comparação com as previsões de 5,2%. Já a taxa de desemprego subiu ligeiramente para 5,2% de 5% em junho. O minério de ferro do país registrou seu menor nível em mais de 14 meses após fechar no vermelho pela quarta sessão consecutiva, marcando queda de 2,09% na bolsa de Dalian, a 703,50 iuanes, o equivalente a US$ 98,34.

    O baixo resultado é proveniente dos dados imobiliários persistentemente fracos no principal consumidor, a própria China, que ajudaram a exacerbar o pessimismo sobre as perspectivas de demanda. O minério de ferro referência SZZFU4 para setembro na Bolsa de Cingapura também apresentou queda, de 2,81%, para US$ 93,5 a tonelada, o menor preço desde novembro de 2022.

    Shanghai SE (China), +0,94%

    Nikkei (Japão): +0,78%

    Hang Seng Index (Hong Kong): -0,02%

    Kospi (Coreia do Sul): +0,88%

    ASX 200 (Austrália): +0,19%

    Europa

    Os mercados europeus operam em alta, com os investidores repercutindo dados de inflação mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos e também no Reino Unido, onde a inflação apresentou subida de 2,2% em julho, resultado um pouco abaixo das expectativas, mas voltando a ficar acima da meta de 2% do Banco da Inglaterra. Os dados do produto interno bruto (PIB) do Reino Unido, por sua vez, mostraram que a economia cresceu 0,6% no segundo trimestre, em linha com as expectativas.

    FTSE 100 (Reino Unido): +0,03%

    DAX (Alemanha): +0,35%

    CAC 40 (França): +0,14%

    FTSE MIB (Itália): +1,00%

    STOXX 600: +0,21%

    Commodities

    Os preços do petróleo sobem com esperanças de cortes nas taxas de juros dos EUA impulsionando demanda por combustível, embora preocupações persistentes sobre a demanda global mais lenta limitem os ganhos.

    Petróleo WTI, +0,30%, a US$ 77,21 o barril

    Petróleo Brent, +0,30%, a US$ 80,00 o barril

    Bitcoin

    Bitcoin, -1,18% a US$ 58.253,08 (em relação à cotação de 24 horas atrás)