O Ibovespa (IBOV) avançou nesta segunda-feira (26), com os investidores analisando o discurso mais “dovish” do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, de acordo com informações do portal Bloomberg Línea.
Na sexta-feira (23), Powell afirmou que “chegou a hora” de o Fed reduzir sua taxa básica, seu sinal mais claro até agora de que os tão esperados cortes de juros nos Estados Unidos (EUA) são iminentes. Agora, o mercado se concentra em apostar no tamanho da primeira redução e na trajetória da flexibilização monetária.
O presidente do Fed disse que “o rumo é claro”, mas que “o momento e o ritmo dos cortes de juros dependerão dos dados, da evolução das perspectivas e do balanço de riscos”.
Isso significa que, para setembro, ainda há um “debate em aberto” sobre se a redução será de 0,25 ou 0,50 ponto percentual, disse à Bloomberg News John Velis, estrategista de câmbio do BNY Mellon.
O principal índice de ações da bolsa brasileira subiu 0,31%, aos 136.028 pontos, em uma sessão de ganhos para commodities que contribuem para a alta das blue chips Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4). O dólar, por sua vez, subiu 0,27%, a R$ 5,50.
Os contratos futuros de petróleo tipo Brent, por exemplo, subiram acima de US$ 80 o barril, impulsionados por preocupações com riscos de oferta em meio ao aumento dos temores de um conflito mais amplo no Oriente Médio.
Na agenda do dia, o relatório Focus, do Banco Central (BC), voltou a apresentar, pela sexta semana seguida, uma revisão para cima nas projeções para a inflação este ano.
Os economistas consultados pela autoridade monetária veem agora alta de 4,25% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024, acima dos 4,22% esperados anteriormente.
A estimativa para o PIB em 2024 também subiu, de 2,23% para crescimento de 2,43% da economia brasileira este ano.
Já para o câmbio, os economistas veem agora dólar a R$ 5,32, acima dos R$ 5,31 esperados na semana passada. Com relação à Selic, as projeções se mantiveram em taxa de 10,50% ao ano em dezembro.
Na semana, destaque para os dados do IPCA-15, a prévia da inflação oficial, no Brasil, bem como para os dados da inflação PCE nos Estados Unidos.

