Wall Street abre em baixa nesta segunda com semana de agenda cheia na cena econômica

    Na Ásia, pior resultado da indústria chinesa em 6 meses derruba mercados dos países vizinhos

    Foto: reprodução/ facebook B3

    Os índices futuros de Nova York iniciam a semana em baixa com investidores se preparando para uma semana de agenda cheia com a divulgação de dados de diversos indicadores importantes. Os mercados à vista de ações e títulos dos EUA, entretanto, não abrem nesta segunda-feira (2) em vista do feriado do dia do Trabalho no país, o que deve reduzir a liquidez dos negócios neste início de semana.

    Segundo matéria do InfoMoney, entre os indicadores previstos para divulgarem dados esta semana estão, o relatório de emprego dos EUA (payroll), pesquisas do ISM, Livro Bege, além de dados da balança comercial americana. Entre estes, os números do payroll são os de maior peso, já que devem apontar a temperatura do mercado de trabalho americano. Além disso, serão os últimos dados dessa natureza antes da próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), em 18 de setembro.

    A expectativa entre analistas é de recuperação, ao menos parcial, do saldo no mês de agosto, após queda nos últimos dados divulgados. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, as apostas hoje indicam 67% de probabilidade de um corte de juros de 0,25 ponto percentual.

    Veja o desempenho dos mercados futuros:

    Estados Unidos

    Dow Jones Futuro: -0,13%

    S&P 500 Futuro: -0,17%

    Nasdaq Futuro: -0,24%

    Ásia-Pacífico

    A queda da indústria chinesa para seu menor nível em 6 meses, influenciada pela baixa nos preços de fábrica e os proprietários tendo dificuldades para fazer pedidos, impactou os mercados asiáticos que fecharam sem direção única. O mau resultado na China pressionou os formuladores de políticas a prosseguir com os planos de direcionar mais estímulos às famílias.

    Os preços de casas novas na China subiram em ritmo mais lento em agosto, mostrou uma pesquisa privada no domingo, enquanto o setor imobiliário atingido pela crise luta para encontrar seu ponto mais baixo após uma série de políticas de apoio.

    A série de dados econômicos ruins da China influenciaram ainda nas cotações de minério de ferro do país, que registraram sua maior queda diária em quase dois anos nesta segunda, o minério negociado na bolsa de Dalian registrou queda de 4,36%, a 723,50 iuanes, o equivalente a US$ 101,77, muito em conta do fato da própria China ser o maior consumidor do setor.

    O minério de ferro de referência SZZFV4 para outubro na Bolsa de Cingapura caiu 4,14%, a US$ 96,85 a tonelada.

    Shanghai SE (China), -1,10%

    Nikkei (Japão): +0,14%

    Hang Seng Index (Hong Kong): -1,65%

    Kospi (Coreia do Sul): +0,25%

    ASX 200 (Austrália): +0,22%

    Europa

    Os mercados europeus também iniciam a semana em baixa, com os investidores avaliando as perspectivas para os mercados e digerindo dados de atividade econômica na região.

    FTSE 100 (Reino Unido): -0,03%

    DAX (Alemanha): -0,18%

    CAC 40 (França): -0,26%

    FTSE MIB (Itália): -0,22%

    STOXX 600: -0,33%

    Commodities

    Os preços do petróleo operam em baixa, com investidores avaliando a maior produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) em outubro em relação à queda acentuada na produção da Líbia, em meio à demanda lenta na China e nos EUA.

    Petróleo WTI, +0,11%, a US$ 73,66 o barril

    Petróleo Brent, +0,07%, a US$ 76,29 o barril

    Bitcoin

    Bitcoin, -0,48% a US$ 58.165,00 (em relação à cotação de 24 horas atrás)