Ministro afirma que há possibilidade de revisão da bandeira vermelha 2 na conta de luz

    De acordo com Silveira, é possível manter bandeiras verdes ou amarelas por mais tempo, mas é “fundamental” ter um equilíbrio entre o saldo da conta bandeira com outras medidas

    Foto: Reprodução/ redes sociais

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou nesta quarta-feira (4) que há a possibilidade de revisão da bandeira vermelha 2 na conta de luz. Isso ocorre após a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ter identificado uma inconsistência no acionamento de uma usina, que pode ter levado à aplicação do patamar mais alto.

    De acordo com Silveira, o governo possui condições de financiar essa mudança através da “conta bandeira”, um fundo que acumula os valores adicionais cobrados nas contas de energia. Esse fundo pode ser utilizado para cobrir custos extras de geração, que foram “superavitários”.

    O ministro mencionou que é possível manter as bandeiras verde ou amarela por períodos mais longos, mas destacou a importância de equilibrar o saldo da conta bandeira com outras medidas, como o acionamento de usinas térmicas.

    “Ninguém tem segurança em quanto tempo ainda nós precisaremos despachar nas térmicas. É importante ter equilíbrio entre o saldo da conta bandeira, entre a recepção e o despacho das nossas térmicas para que a gente não faça o despacho fora de mérito e outras questões que custariam muito mais caro”, disse após evento no MME.

    Silveira também comentou sobre as medidas preventivas adotadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na terça-feira (3), incluindo a continuidade do despacho de usinas térmicas e a preparação para ativar novas linhas de transmissão, garantindo o atendimento da demanda energética entre setembro e dezembro.

    O ministro assegurou que essas medidas só serão utilizadas caso necessário.

    “O despacho de energia foi autorizado como um instrumento de gestão do Operador Nacional do Sistema, mas não há, neste momento, a necessidade de despachos que possam aumentar o custo da energia,” garantiu Silveira.

    Ele ressaltou ainda que, apesar da bandeira tarifária vermelha no patamar 2, o Brasil está mais bem preparado para enfrentar a seca.

    “O preço da energia está em bandeira vermelha devido à estiagem, mas nossa situação é muito mais confortável do que em 2021. Naquela época, os reservatórios estavam em torno de 21%, hoje, estão preservados em cerca de 56%,” explicou o ministro.