Arthur Lira comunica a líderes partidários apoio a Hugo Motta para presidência da Câmara

    Eleições para sucessão da Casa acontecerão em fevereiro de 2025

    Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), comunicou a líderes partidários, nesta quarta-feira (11), que apoiará o líder do Republicanos, Hugo Motta (PB), na disputa pela presidência da Casa no próximo ano. A informação foi confirmada por Odair Cunha (PT), líder do PT na Câmara.

    “O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), informou hoje, em almoço com líderes partidários, que apoia o nome de Hugo Motta (Republicanos) para sua sucessão, como um nome qualificado para a construção da unidade na Casa”, publicou Odair Cunha (PT).

    O petista destacou que submeterá o nome de Motta à avaliação da bancada do seu partido. Inicialmente, Lira havia planejado anunciar seu apoio no final de agosto, mas adiou a decisão após mudanças no cenário da disputa. O líder do União Brasil, Elmar Nascimento (BA), era considerado o favorito de Lira, mas acabou sendo descartado.

    Hugo Motta é visto como um nome capaz de construir maior consenso, recebendo também o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O paraibano, com 35 anos, está em seu quarto mandato como deputado federal e tem bom relacionamento com parlamentares de diferentes vertentes ideológicas.

    Apesar do apoio de Lira, outros candidatos mantêm suas candidaturas. Elmar Nascimento e Antônio Brito (BA), líder do PSD, firmaram um acordo que também inclui a sucessão na presidência do Senado Federal.

    Conforme divulgado pelo portal Metrópoles, o acordo estabelece que tanto Antônio Brito quanto Elmar permanecerão na disputa por enquanto. Entretanto, nos próximos meses, apenas o nome com maior apoio continuará na corrida.

    Para tentar conter o favoritismo de Motta na Câmara, a cúpula do União e do PSD também selou um acordo em relação à presidência do Senado Federal. Atualmente, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil) é o favorito. A aliança estabelecida na segunda-feira concede ao PSD o direito de ocupar a vice-presidência do Senado, desde que haja reciprocidade dos partidos na Câmara.