Bruno defende ACM Neto após fala de Wagner e diz que Jerônimo perdeu autoridade contra facções

    Prefeito citou episódios recentes de violência na Grande Salvador e disse que governador não tem projetos para enfrentamento da crise

    Foto: Esther Silva/bahia.ba

    O prefeito reeleito Bruno Reis (União Brasil) reiterou nesta terça-feira (22) críticas da oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) diante do recrudescimento da violência urbana. Segundo ele, a gestão petista não consegue enfrentar o crime organizado e perdeu a autoridade contra as facções.

    As declarações foram feitas um dia após o senador Jaques Wagner (PT) defender o aliado e relacionar queixas de ACM Neto (União Brasil) a pretensões políticas em 2026. O ex-prefeito chamou Jerônimo de “negacionista” da violência.

    “O primeiro passo para quem quer resolver o problema é admitir que ele existe. Jerônimo vai fazer dois anos como governador, mas não disse pra que veio em todas as áreas. A segurança degringolou de vez. Já estava uma situação insustentável. Agora virou um caos. Efetivamente, ele não admite que tem um problema, não enfrenta o problema”, disse Bruno Reis a jornalistas, sem citar nominalmente Wagner, ao ser questionado sobre a fala do ex-governador.

    O prefeito citou episódios recentes de violência na capital e região metropolitana, defendeu o papel da oposição e disse que Jerônimo não tem projetos para o enfrentamento da crise.

    “Eu pergunto a vocês: qual foi o planejamento e as ações para enfrentar a questão da segurança nesses dois anos? Não tem. Tem discursos. A oposição é apenas a voz das pessoas que não conseguem falar, que não têm voz. Os números estão aí. Os fatos estão aí. Semana passada, havia cinco bairros em que os ônibus não poderiam circular por falta de segurança. Ônibus incendiados nas vias. Dezesseis mortes em Salvador e região metropolitana em um único dia. E a culpa é da oposição?”, indagou ele.

    “Então, governador, admita que existe um problema. Pare de ficar viajando pela Bahia para inaugurar obras que não foram iniciadas em seu governo ou para fazer política e vá resolver o problema da segurança”, acrescentou Bruno Reis.