Bruno acusa Polícia Militar de fazer campanha para Caetano por ordem de comandante-geral

    'Ao invés de estarem nas favelas, combatendo o tráfico de drogas, estão lá fazendo política', disse o prefeito; corporação não se manifestou

    Foto: Jorge Jesus/ bahia.ba
    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

     

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta sexta-feira (25) que policiais militares estão fazendo campanha a favor do prefeiturável Luiz Caetano (PT) em Camaçari e contra Flávio Matos (União Brasil), seu correligionário e adversário do petista no 2º turno das eleições. Ele disse que o uso do aparato foi autorizado pelo comandante-geral da corporação, coronel Paulo Coutinho. O oficial não foi citado nominalmente. Procurada pela reportagem por meio da assessoria, a Polícia Militar não se manifestou.

    “O comando da polícia da Bahia está desonrando a farda. Ontem [quinta-feira] tinha blitz na porta da casa do prefeito de Camaçari [Antonio Elinaldo] para intimidar as pessoas. É esse o papel da polícia? Camaçari hoje é a cidade que tem mais polícia no estado da Bahia. Estão lá, todas as forças especiais da polícia. Ao invés de estarem nas favelas, combatendo o tráfico de drogas, estão lá fazendo política, por ordem do comandante-geral. É certo isso? Não é”, declarou o prefeito da capital. Ele, porém, não detalhou se tem provas sobre a suposta interferência ou se irá à Justiça para formalizar a acusação.

    As afirmações foram feitas em entrevista a jornalistas durante uma agenda no bairro da Mata Escura.

    “Nunca se viu, na história da Bahia, uma interferência tão grande da polícia e da polícia. Leia-se: do comando-geral da polícia. Não é o policial militar. Noventa por cento da polícia militar votou em mim, porque sabem que tenho compromisso com a Polícia Militar. Quem sempre defendeu e defende os direitos deles. Agora estar usando o comando da polícia para fazer política? Isso é inadmissível”, disse Bruno, que repetiu ataques ao petista, a quem acusa de elo com o crime organizado.

    “Caetano, para voltar ao poder, a qualquer custo, a qualquer preço, para ele se servir e servir sua família, e não à população, ele se aliou ao que há de pior na sociedade. Ele se aliou com as facções, com o tráfico de drogas, com o crime organizado. Ele vendeu a alma ao diabo e o povo já entendeu isso. O povo não aceita isso. O povo quer ter sua independência para decidir o seu futuro, e não ser ameaçado”, atacou.