Alckmin é vaiado em inauguração no interior de SP
Com protesto de professores, governador teve de sair cercado de seguranças
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi vaiado e precisou sair cercado por seguranças na inauguração de um viaduto em Campo Limpo Paulista, no interior, nesta terça-feira, 27. O evento, em princípio festivo, acabou marcado por um protesto de professores da rede estadual, contrários ao fechamento de 94 escolas, anunciado no dia anterior. Houve princípio de tumulto e empurra-empurra.
Alckmin chegou ao local, onde era aguardado por políticos da região, por volta das 10h20, mas acabou recepcionado por um grupo de cerca de 20 professores. Apesar de poucos, os manifestantes fizeram muito barulho.
Nos cartazes, era possível ler “Alckmin, não feche nossas escolas” e “Inimigo da educação”. Os professores ainda gritaram palavras de ordem e entoaram músicas de protesto. “Geraldo Alckmin, diga a verdade: educação nunca foi prioridade”, cantaram.
Mesmo com o ato, o tucano parou para tirar fotos com seus apoiadores, que respondiam as vaias do professores com aplausos para o governador. No palanque, destacou os benefícios das obras do governo estadual para a cidade de Campo Limpo Paulista, demonstrando pouco desconforto com a manifestação.
Críticas
Apenas no fim do discurso, que durou cerca de cinco minutos, Alckmin se dirigiu aos manifestantes. “O governo federal, os petistas, investem 18% em educação. Os Estados do Brasil, em geral, investem 25%. São Paulo é o único Estado que investe 30% em educação”, afirmou.
Os professores revidaram com gritos de “Mentira! Mentira! Mentira!”. “Para encerrar, queria dizer que, antes de ser político, prezo de ser cristão: já estão todos perdoados”, respondeu o governador.
Em uma conturbada e breve coletiva de imprensa, Alckmin negou que houve recuo após anunciar um número de escolas a serem fechadas menor do que o inicialmente previsto. “Foi conforme o planejado”, disse. “Nossa preocupação é com a qualidade das escolas.”
Com a aproximação dos professores, que não pararam de gritar, seguranças cercaram o governador e tentaram abrir espaço para que ele pudesse sair do local. Houve gritaria e confusão. Membros da comitiva também discutiram com professores.
Já próximo ao veículo oficial, o governador foi questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre o destino das 28 escolas que serão fechadas e não foram postas
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