PF revela que plano era matar Lula, Alckmin e Moraes por envenenamento

    A Operação Contragolpe tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa acusada de planejar um golpe de Estado em 2022

    Foto: Fábio Rodrigues- Pozzebom/Agência Brasil

    O plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), discutido em 12 de novembro na residência do general Braga Netto, incluía a possibilidade de execução por envenenamento.

    “Entre as opções analisadas para a execução do ministro Alexandre de Moraes estavam o uso de artefatos explosivos e envenenamento em eventos públicos oficiais. O documento menciona os riscos da operação, destacando que os danos colaterais seriam elevados, a probabilidade de captura alta e a chance de baixas (termo militar associado a mortes) também considerável”, apontam as investigações.

    Com o uso dos codinomes “Jeca” para Lula e “Joca” para Alckmin, os militares também cogitaram o assassinato da chapa presidencial por envenenamento.

    “Em relação ao presidente Lula, o documento da PF sugere que sua vulnerabilidade de saúde e idas frequentes a hospitais foram consideradas, com a possibilidade de utilizar envenenamento ou substâncias químicas para induzir um colapso orgânico”, afirma o relatório.

    Deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19) com autorização do ministro Alexandre de Moraes, a Operação Contragolpe tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa acusada de planejar um golpe de Estado em 2022 para impedir a posse de Lula e realizar ataques ao STF.

    De acordo com a PF, o plano operacional, chamado “Punhal Verde e Amarelo”, visava eliminar Lula, seu vice Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.

    A operação também prendeu militares da ativa e da reserva, chamados de “kids pretos”, além de um policial federal. Entre os detidos está o general da reserva Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro e atualmente assessor do deputado Eduardo Pazuello.

    Outros detidos incluem:

    • Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima
    • Major Rodrigo Bezerra Azevedo
    • Major Rafael Martins de Oliveira
    • Policial federal Wladimir Matos Soares.