PDT se articula contra bate-chapa em disputa pela UPB e defende unidade entre prefeitos da sigla

    Partido emplacou 12 prefeituras nas eleições deste ano, mas não oficializou nenhum candidato à presidência da entidade

    Foto: Divulgação/PDT

    Coordenador do Movimento Municipalista do PDT da Bahia, Silva Neto, ex-prefeito de Araci, defendeu que os gestores eleitos e reeleitos pelo partido em outubro adotem uma posição unificada sobre a disputa pela presidência da UPB (União dos Municípios da Bahia). Silva já foi vice-presidente da instituição na gestão de Eures Ribeiro (PSD), atual deputado estadual e prefeito eleito de Bom Jesus da Lapa.

    Ao todo, o PDT emplacou 12 prefeituras nas eleições deste ano. O partido, contudo, não tem candidato à presidência da entidade. “Vamos trabalhar para que não haja bate-chapa para o comando da UPB, o que acaba desgastando a instituição. O ideal é que haja consenso, como tem ocorrido nos últimos anos”, disse Silva Neto.

    Primeiro suplente de deputado estadual, o pedetista afirmou que as conversas, no entanto, passam pelo presidente da sigla na Bahia, deputado federal Félix Mendonça Júnior. “Embora a escolha do presidente da UPB caiba aos prefeitos, a direção do partido também deve se envolver nesse debate.”

    Ele afirmou que o PDT defende propostas que fortaleçam a UPB, dentre as quais a descentralização da entidade, que é demanda antiga dos gestores que administram cidades mais distantes da capital.

    “Além disso, a UPB deve continuar, como tem feito desde nos últimos tempos, atuando intensamente em defesa das pautas municipalistas. Agora mesmo a entidade precisa pressionar o Congresso Nacional para aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Sustentabilidade Fiscal, que assegura benefícios aos municípios”, declarou.

    O texto original da PEC foi construído pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e tratava da renegociação das dívidas previdenciárias e dos precatórios, mas já sofreu modificações que desagradam os prefeitos.