Lula e Toffoli retomam relação após seis anos afastados com reencontro no Palácio da Alvorada

    Encontro ocorreu em setembro, fora da agenda presidencial, quando o presidente convidou o ministro para um almoço

    Foto: Reprodução/ redes sociais

     

    Após quase seis anos de distanciamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reencontraram para uma conversa privada. O encontro ocorreu em setembro, durante um período em que Brasília estava mais tranquila, quando Lula convidou Toffoli para um almoço no Palácio da Alvorada. O encontro não foi registrado na agenda presidencial e durou cerca de duas horas. Durante a conversa, evitaram discutir os acontecimentos passados, focando em olhar para o futuro, de acordo com um interlocutor próximo ao ministro.

    Segundo informações de O Globo, O presidente já havia demonstrado interesse em retomar o contato com Toffoli no início de setembro, quando expressou esse desejo durante um evento com os membros do STF após o desfile de 7 de setembro. O convite foi feito pouco tempo depois, e ambos combinaram de manter o diálogo, com Lula já sinalizando a possibilidade de novos encontros.

    Para Toffoli, que há muito desejava essa reconciliação, o reencontro foi significativo, pois ele tem grande admiração e apreço por Lula, conforme relataram pessoas próximas ao ministro. Para Lula, além de resolver um desentendimento com um aliado de longa data, foi uma maneira de fortalecer a relação com o STF, um movimento também realizado com outros ministros, como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

    A relação entre ambos começou a se desgastar por causa de episódios específicos, como a decisão de Toffoli que impediu que Lula participasse do velório de seu irmão, Vavá, enquanto estava preso. O ministro justificou sua decisão com preocupações de segurança, mas Lula não esqueceu o episódio.

    Além disso, o relacionamento de Toffoli com o ex-presidente Jair Bolsonaro também causou desconforto em Lula. Durante o governo de Bolsonaro, Toffoli manteve uma comunicação constante com o ex-presidente, o que gerou desconforto em aliados de Lula, especialmente em relação a uma sugestão de Toffoli para uma indicação à Advocacia-Geral da União (AGU), feita durante a transição de governo.

    Apesar desses episódios, Lula decidiu perdoar Toffoli, movido por uma postura pragmática. A reconciliação foi facilitada por algumas ações do ministro, como sua decisão de reverter condenações na Lava-Jato, o que contribuiu para a distensão das relações entre eles.