Prévia do PIB avança 0,1%, impulsionada por alta nos setores de serviço e varejo, aponta IBC-Br

    O Banco Central realizou reajuste nos dados de julho, agosto e setembro do índice, que apresenta agora um crescimento de 1,23% no terceiro trimestre

    Foto: Raphael Ribeiro/BCB

    O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), principal sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, registrou um avanço de 0,1% em outubro ante o mês anterior, é o que informa o BC em dados divulgados nesta sexta-feira (13).

    Segundo matéria do InfoMoney, o resultado se apresenta bem acima do que foi projetado por analistas, que previam uma queda de 0,2% e foi, também, maior que a mediana de pesquisa Projeções Broadcast, que indicava variação zero para o indicador. Em geral, as estimativas variavam de -0,40% a 0,74%. No período, o índice subiu de 154,2 para 154,4 pontos e atingiu seu maior nível na série histórica.

    O índice, no entanto, mostrou uma desaceleração depois de alta de 0,9% em setembro, em dado revisado pelo BC de ganho de 0,8% informado antes. A autarquia realizou uma revisão também nos resultados de agosto (0,24% para 0,30%) e julho (-0,33% para -0,31%). Com isso, o crescimento do IBC-Br no terceiro trimestre ante o segundo foi revisto de 1,12% para 1,23%.

    Em um comparativo com o mesmo mês em 2023, o IBC-Br teve alta de 7,31% na série sem um ajuste sazonal – estando mais próximo do teto (7,60%) do que da mediana (6,60%) da pesquisa Projeções Broadcast. O índice chegou aos 156,0 pontos, o quinto maior nível da série histórica, atrás apenas de julho, março e agosto de 2024 e de março de 2023.

    Como é de costume na divulgação do décimo mês do ano, realizada após a publicação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, houve revisões do IBC-Br na série sem ajuste. O crescimento do índice no terceiro trimestre, frente ao mesmo período de 2023, foi revisado de 4,70% para 4,84%.

    O IBC-Br é construído com base em proxies, representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.

    Serviços e varejo

    Em outubro, ambos os setores de serviços e varejo apresentaram um desempenho positivo, com destaque para as vendas varejistas que registraram uma alta de 0,4% sobre o mês anterior, enquanto o volume de serviços aumentou 1,1%, mais do que o esperado. Por outro lado, a produção industrial frustrou as expectativas com uma queda de 0,2% no mês.

    Projeções apontam para uma economia aquecida mesmo diante de uma política monetária contracionista. Esse cenário de aquecimento vêm mantendo as preocupações com a inflação no país, e o Banco Central acelerou nesta semana o ritmo de aperto nos juros, elevando a taxa Selic em 1 ponto percentual, a 12,25% ao ano, e surpreendendo ao prever mais duas altas da mesma magnitude à frente.

    A expectativa ainda é de que a economia siga enfraquecendo no quarto trimestre, mas com ganhos. Pesquisa Focus realizada pelo Banco Central antes da decisão sobre os juros mostra que a previsão para a expansão do PIB este ano é de 3,39%, indo a 2,0% em 2025.