Data de votação para cassar Cunha divide governo

    Geddel defende nos bastidores que a decisão fique para depois do impeachment de Dilma; já Padilha e Moreira Franco querem antes

    (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

    A data em que a cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) será votada divide o governo e gera um impasse entre conselheiros do presidente interino Michel Temer.

    De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, o articulador político do Planalto, o baiano Geddel Vieira Lima (Governo), defende nos bastidores que a decisão fique para depois do impeachment de Dilma Rousseff. Na outra ponta, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Investimentos) preferem evitar a todo custo um movimento que deixe a digital do governo no desfecho político do peemedebista carioca.

    Questionado pela coluna, Geddel afirmou que a votação que definirá a cassação ou não do parlamentar é “assunto interno da Câmara”: “Ponto”. Os aliados mais próximos de Cunha atuam para evitar a votação logo no retorno do recesso. Dizem que misturar a decisão sobre Cunha com as votações de matérias econômicas pode trazer instabilidade para o governo.

    A oposição e alguns partidos da base prometem insistir na reunião de segunda para que Rodrigo Maia marque a votação já no dia 9. Ele tem dito que não abrirá a sessão com menos de 350 deputados — são necessários 257 votos para cassar Cunha.