DECRIN vai investigar e reprimir crimes de racismo e intolerância religiosa, afirma delegado

    Titular da unidade, o delegado Ricardo Amorim contou ao bahia.ba como a unidade vai funcionar na capital

    Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Em meio ao casos recentes de intolerância religiosa e racismo no Estado, o Governo da Bahia entregou e inaugurou na última terça-feira (21) a DECRIN (Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa). O delegado titular da DECRIN, Ricardo Amorim, contou ao bahia.ba como a unidade vai funcionar em Salvador.

    “A DECRIN realizará a investigação de todos os crimes de racismo e intolerância religiosa. As ocorrências poderão ser registradas em outras unidades, porém serão todas encaminhadas para a DECRIN pra que nossa unidade realize a investigação do começo até a remessa pra justiça. Os policiais foram treinados e selecionados com base no perfil profissional, curriculo, qualidade no atendimento e afinidade com as pautas tratadas prla delegacia”, disse Ricardo nesta segunda-feira (27).

    Com a nova unidade inaugurada, o objetivo, segundo o delegado, é agilizar as investigações e acolher as vítimas. “A proposta é proporcionar um serviço diferenciado para as vítimas dos crimes de racismo e intolerância religiosa com ambiente acolhedor, investigações mais rápidas e especializadas que efetivamente possam promover justiça para a sociedade”, completou.

    O equipamento está localizado no CPCD (Centro Policial de Cidadania e Diversidade), no bairro Engenho Velho de Brotas, onde vai funcionar 24h por dia e sete dias da semana, com equipes compostas por delegados escrivães e investigadores de plantão para atender a população.

    Ricardo afirmou que é uma honra ser o primeiro titular da DECRIN. “É a realização de um sonho. Como homem preto nascido em Salvador que sabe e sente na pele como o racismo afeta nosso povo é uma honra poder liderar uma estrutura com uma missão tão importante para muitas gerações de baianos do passado, do presente e do futuro. Foi com muita gratidão, confiança e humildade que recebi o convite de chefiar a unidade por saber a importância da delegacia pra nosso povo”, avaliou o agente.

    Por fim, o delegado esclareceu como os casos serão tratados na nova delegacia. “Por ser os crimes de racismo e intolerância religiosa infrações que causam muita dor e abalo emocional nas vítimas, a Delegacia contará com serviço psicossocial para as vítimas que buscarem nosso serviço para que possamos proporcionar mais do que justiça para as pessoas, mas também acolhimento, orientação e encaminhamentos que se fizerem necessários para outros serviços disponibilizados pelo estado”, explicou Amorim.