Defesa de Braga Netto nega envolvimento nos atos de 8 de Janeiro

    Advogado pede nulidade do processo e rejeição da denúncia no julgamento do STF

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (25), que analisa a aceitação das denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados, a defesa do general Braga Netto, um dos denunciados, sustentou que ele não teve envolvimento nos atos de 8 de Janeiro.

    O advogado José Luís de Oliveira Lima, que representa Braga Netto, afirmou que seu cliente não participou “da elaboração de qualquer plano que atentasse contra o Estado Democrático de Direito, contra a vida de um presidente da República, de um vice-presidente da República e do eminente relator.”

    Lima reforçou que “Braga Netto não teve qualquer participação ou relação com os fatos de 8 de Janeiro” e solicitou que fosse reconhecida a nulidade do processo, argumentando que a defesa não teve acesso ao material bruto das provas apresentadas. No encerramento, também pediu a rejeição da denúncia feita pela PGR.

    Braga Netto é um dos aliados de Jair Bolsonaro denunciados pela PGR no caso sobre a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    Neste momento, a Corte está analisando o chamado Núcleo 1 do processo. Entre os oito denunciados desse grupo, Braga Netto é o único que permanece preso.

    O presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, reservou três sessões para a análise da denúncia, com duas ocorrendo nesta terça-feira (25) e uma sessão extraordinária marcada para as 9h30 desta quarta-feira (26).