Servidores do Judiciário realizam protesto na região do Iguatemi

    Categoria defende que a aprovação da PLP 257, em votação na Câmara dos Deputados, pode gerar perdas; mobilização não atrapalha o trânsito na área

    Foto: Divulgação

    Um grupo formado por servidores do Poder Judiciário baiano realizam, na manhã desta segunda-feira (8), uma manifestação em frente ao Shopping da Bahia, na região do Iguatemi, contra o Projeto de Lei Complementar 257 (PLP 257), que está na pauta de votação da Câmara dos Deputados desta segunda e, de acordo com a categoria, pode provocar impactos danosos ao serviço público.

    Segundo a Superintendência de Trânsito e Transportes de Salvador (Transalvador), a mobilização não atrapalha o trânsito na Avenida Antonio Carlos Magalhães (ACM), principal da área.

    No Centro Administrativo da Bahia (CAB), promotores de justiça e funcionários do Ministério Público Estadual (MPE) também agendaram parada nas atividades para as 10h, quando também protestam contra a PLP 257. Segundo os servidores, caso o projeto seja aprovado, mais de 1.200 colaboradores serão exonerados, apenas do órgão baiano. O que provocaria o fechamento de inúmeras promotorias no estado.

    A aprovação da PLP 257 é uma das contrapartidas que envolvem o refinanciamento das dívidas dos estados com a União para reduzir os gastos com serviços públicos e consequente revisão de direitos trabalhistas dos funcionários.

    Jogo político – Os governadores do norte e nordeste aumentaram a pressão para receber mais recursos do governo federal. Para isso, ameaçam retirar o apoio ao projeto de socorro. Caso o governo relute em atender aos pedidos, há uma corrente de estados nordestinos que defende a retirada de suas bancadas da defesa da PLP 257.

    Nos últimos meses, os representantes dos estados nortistas e nordestinos se reuniram com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para pedir mais recursos, principalmente para investimentos, já que são menos endividados do que os do sul e sudeste. A Fazenda, por sua vez, argumentou que a ajuda viria pela repatriação de recursos de brasileiros no exterior. A ideia, no entanto, não agrada aos representantes estaduais, pois a medida trará pouco menos de R$ 2 bilhões, que serão repartidos entre os estados.