Gilmar Mendes nega pedido para afastar Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF

    Ministro considera "incabível" saída agora do dirigente, mas determinou investigação sobre suposta assinatura falsa

    Foto: Rafael Ribeiro/CBF

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (7), o pedido de afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele considera “incabível” a petição havia sido apresentada pela deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e Fernando Sarney, vice-presidente da entidade.

    “Não há que se falar em reconsideração da decisão cautelar, uma vez que ela já esgotou os efeitos e não mais vigora, dada a insubsistência dos requisitos fáticos e jurídicos que outrora legitimaram o seu provimento”, escreveu na decisão.

    Apesar de manter Ednaldo no comando da entidade, Gilmar determinou que a Justiça do Rio de Janeiro investigue o caso da suposta assinatura falsa apontado narrados na petição.

    “Os documentos juntados pelos ora peticionantes trazem notícias e graves suspeitas de vícios de consentimento capazes de macular o negócio jurídico entabulado”, disse.

    Em fevereiro deste ano, Gilmar Mendes, relator do caso, homologou um acordo firmado entre a CBF, cinco dirigentes da entidade e a Federação Mineira de Futebol (FMF) para encerrar a disputa judicial contra a eleição de Ednaldo Rodrigues para presidência da entidade máxima do futebol brasileiro. Em dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu retirar Ednaldo Rodrigues do cargo alegando irregularidades no pleito realizado em 2017. Diante do processo, a entidade máxima do futebol brasileiro aceitou assinar em 2022 um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que, entre outras coisas, estabeleceu a realização de uma nova eleição, da qual o baiano saiu vencedor.