Paz paralela 2

    É voz corrente no Coroado a história de uma mocinha que roubou o celular de um pedreiro. Todo mundo sabia que era ela porque foi a única a entrar na casa do dito cujo.

    Sumiu por um mês, quando voltou, foi convidada a devolver. E devolveu.

    Ora, é sabido que em boa parte dos bairros periféricos de Salvador quem dá as cartas são os marginalizados.

    Já que o poder público fracassa na briga contra o tráfico, por que os outros traficantes não seguem o exemplo do Coroado?

    Seria bem melhor, para eles e para nós.