Bruno Monteiro diz que forró pode se tornar patrimônio cultural da humanidade

    Secretário defendeu valorização do gênero e afirmou que o tema será debatido em reunião com a Unesco, em Paris, ainda neste ano

    Foto: Carolina Papa/bahia.ba

    O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, afirmou nesta quarta-feira (4), que está debatendo a possibilidade de tornar o forró em patrimônio cultural da humanidade. “Nós já tivemos reunião com o IFAM, haverá uma reunião com a Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura], em Paris, em que os secretários [de Cultura dos estados] do Nordeste participarão. Nós estamos buscando formas de valorizar o forró”, declarou Monteiro.

    Monteiro ainda defendeu a importância do gênero musical e afirmou que sua valorização e destacou as iniciativas que sua gestão tem tomado neste sentido. “Eu quero buscar formas de nós valorizarmos uma identidade cultural como é o forró. Ele tem o seu espaço, ele tem o seu público, ele merece ser valorizado, porque faz parte da construção essencial da nossa identidade. Eu não quero nunca trabalhar de uma forma de exclusão, que para uma crescer a outra tem que reduzir”, afirmou ele.

    300 municípios

    Questionado sobre os investimentos do Governo do Estado no apoio aos festejos do São João 2025 nos municípios baianos, Monteiro afirmou que a gestão estadual aporta festas em 300 cidades neste ano. “Tanto pelo edital, com apoio às prefeituras, que já foi divulgado na semana passada, e para que as prefeituras façam suas contratações artísticas. E nós temos dialogado nesse sentido justamente que sejam contratações que valorizem a cultura baiana, a cultura do forró”, afirmou o secretário

    “Também com apoio à segurança pública, à saúde, à infraestrutura, que é muito importante nesse momento, porque é um momento que as pessoas se deslocam muito dentro da Bahia. Então, as estradas têm que estar bem, o serviço rodoviário, toda a parte de transporte, o ferry boat, tudo isso precisa estar integrado”, completou. As declarações foram feitas durante o evento de assinatura de convênios do Funtrad com organizações da sociedade civil, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.