Zé Trindade afirma que tarifaço já impacta Bahia e prega diálogo com EUA

    “Nós temos agora a tranquilidade para buscar o diálogo para reduzir e voltar as tarifas que eram cobradas anteriormente", disse o presidente da Conder em entrevista

    Foto: André Souza/bahia.ba

    O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), José Trindade, afirmou que a Bahia está sendo impactada com o tarifaço imposto pelo presidente do Estados Unidos (EUA), Donald Trump, devido a alta no preço dos materiais usados para construções.

    Em entrevista ao bahia.ba nesta segunda-feira (14), José Trindade pontua que a medida já ocasionou o encarecimento do aço. O presidente destaca que a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros “atinge todos os setores do Brasil”.

    “Já está atingindo a Bahia porque você tem o aço [que] vai ter impostos elevados. Vai envolver não só a construção. Esse tarifário atinge toda a cadeia, todos os setores do Brasil, seja na área de agropecuária, de construção civil e na área industrial”, avaliou Trindade a durante a entrega de certificados de capacitação pela Conder na sede da FIEB, em Salvador.

    Diante do imbróglio diplomático entre Brasil e Estados Unidos, Zé Trindade defende a busca pelo diálogo para que o cenário comercial seja normalizado.

    “Nós temos agora a tranquilidade para buscar o diálogo para que a gente possa, num momento oportuno, reduzir e voltar as tarifas que eram cobradas anteriormente. E com certeza o presidente Lula, com sua equipe, com o ministro Rui Costa, terá sabedoria para poder contornar essa situação”, acrescentou.

    Setores estratégicos

    O diretor da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), José Acácio Ferreira, revelou que setores estratégicos da economia baiana, como o cacau, os óleos combustíveis e a produção de pneus devem ser mais devem ser os mais impactados pelo tarifaço de Donald Trump.

    Acácio, em entrevista ao bahia.ba, pontuou que “esses setores merecem atenção especial” e que “há o risco de descontinuidade em cadeias produtivas devido à dependência de importações”.