PDDU Salvador: prefeitura contrata empresa para revisar projeto com atraso de um ano

    Plano é alvo de críticas e cobranças da bancada de oposição da Câmara de Vereadores

    Foto: Lucas Moura/Secom PMS
    Foto: Lucas Moura/Secom PMS

     

    Com atraso de um ano, a prefeitura de Salvador avançou na elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que define diretrizes sobre a evolução da cidade, na última terça-feira (15).

    A administração municipal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), contratou a empresa que ficará responsável pela revisão e construção do documento, que é alvo de cobranças e críticas do grupo de oposição na Câmara de Vereadores.

    O documento será produzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), pelo valor de quase R$ 4 milhões. O valor bruto da produção é de R$ 3.600.000,00. 

    A novidade consta no Diário Oficial do Município (DOM), que não detalha a data de entrega do novo plano.

    Atraso

    Seguindo o que estabelece a Lei Municipal nº 9.069, responsável por criar o PDDU, o projeto deveria ser entregue para avaliação dos vereadores da cidade no dia 30 de junho de 2024. 

    Ignorando a legislação, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) só deu os próximos passos para a elaboração do projeto após as eleições municipais. 

    Isso porque, em novembro do ano passado, a gestão criou um Grupo de Trabalho (GT) para a revisão da proposta e do Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo do Município de Salvador (LOUOS).

    Oito meses após o surgimento do GT, a administração avança para concretizar a revisão do projeto. 

    O que diz a Lei Municipal? 

    A Lei Municipal nº 9.069, sancionada pelo então prefeito ACM Neto (União Brasil), determinava que o objeto deveria ser revisado no período de oito anos. 

    “O Executivo deverá encaminhar à Câmara Municipal proposta de revisão deste PDDU até 8 (oito) anos da sua promulgação no Diário Oficial do Município”, diz a legislação. 

    A última revisão do projeto foi feita em 2016.