Em carta pública, Movimento de Mulheres Negras pede atendimento de reivindicação dos professores

    No documento, o coletivo pede o pagamento do piso salarial dos professores e a retomada das aulas nas escolas públicas municipais

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    Em carta pública entregue ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), o Movimento de Mulheres Negras pediu o encerramento da greve da educação no município, solicitando que a prefeitura avance na negociação com os representantes sindicais dos professores na Bahia.

    O movimento que assinou a carta é composto pelos seguintes coletivos: União de Negras e Negros pela Igualdade (UNEGRO), o Instituto da Mulher Negra Odara, o Coletivo Angela Davis, o Fórum Marielles, a Marcha das Mulheres Negras da Bahia, a Rede de Mulheres Negras da Bahia, o Coletivo de Mulheres Negras Nzinga e a Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB).

    No documento, o coletivo pede o pagamento do piso salarial dos professores e a retomada das aulas nas escolas públicas municipais. O movimento destacou ainda os graves impactos da paralisação na vida de mais de 130 mil crianças e de suas famílias, especialmente das mães negras trabalhadoras.

    Há também uma grande adesão de diversas organizações comprometidas com a educação, os direitos das mulheres negras e a justiça social.

    Na carta, as entidades que já assinaram a carta pública e integram esse esforço coletivo pedem diálogo para solucionar a crise na educação municipal. “Reiteramos que não é normal negar educação, creche, alimentação escolar e dignidade às mães negras e suas crianças. É urgente que a Prefeitura de Salvador dialogue com responsabilidade e solucione esta crise”, diz um trecho.

    A greve

    A greve dos professores já dura mais de dois meses e segue sem previsão de encerramento. De acordo com a APLB Sindicato, entidade que representa a categoria, ainda não houve avanço nas negociações com a Prefeitura que possibilite o retorno às atividades escolares.

    Movimento grevista é ilegal, diz STF

    O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou um pedido da APLB-Sindicato para anular a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que declarou ilegal a greve dos professores da rede municipal de Salvador. A decisão foi proferida pelo ministro Dias Toffoli, que manteve os efeitos da determinação da Justiça baiana, incluindo a suspensão do movimento grevista e o retorno imediato dos servidores às salas de aula.

    321 escolas estão funcionando

    No último dia 10 de julho, a Prefeitura de Salvador informou que aproximadamente 78% das escolas da rede municipal estão em funcionamento, apesar da greve dos profissionais da educação. Segundo a Secretaria Municipal da Educação (Smed), 321 das 412 unidades retomaram as atividades nos últimos dias, em razão do retorno gradual de parte dos servidores às funções.