Bolsonaro defende permanência de Eduardo nos EUA após proibição de contato pelo STF

    Medida faz parte das ações restritivas autorizadas pelo STF

    Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está proibido de se comunicar com o filho Eduardo Bolsonaro (SP), deputado federal licenciado, que reside nos Estados Unidos (EUA). 

    A decisão faz parte de uma série de medidas restritivas contra o liberal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na casa e escritório de Bolsonaro, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (18).  

    Ao falar sobre o assunto, o ex-presidente diz que a ação o “sufoca”, mas defendeu a permanência do herdeiro no país americano, sob presidência de Donald Trump, seu aliado. 

    “O meu filho está nos Estados Unidos para lutar por isso, pela democracia e por liberdade”, disse Bolsonaro aos jornalistas, após deixar a sede da PF.

    Eduardo Bolsonaro anunciou a sua mudança para os EUA, em março deste ano. À época, ele afirmou que sua estadia no país era uma estratégia para convencer Trump a  atuar pela anistia aos envolvidos nos ataques do 8 de janeiro no Brasil.

    Eduardo Bolsonaro se pronuncia

    Nesta manhã, após a decisão de Moraes, o herdeiro do ex-presidente publicou um texto em inglês no X (antigo Twitter) para atacar Moraes. 

    “Alexandre de Moraes redobrou a aposta depois do vídeo de Bolsonaro para Donald Trump ontem”, escreveu o filho ‘03’, e listou a série de medidas contra o político, dentre elas, o uso de tornozeleira eletrônica.

     

    Confira todas as medidas restritivas imposta a Bolsonaro

    Uso de tornozeleira eletrônica;
    Proibição de acessar redes sociais;
    Recolhimento domiciliar de 19 horas às 7 horas todos os dias, incluindo os fins de semana;
    Proibição de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros;
    Proibição de se comunicar com todos os investigados no processo da acusação de golpe de Estado.

    Uso de tornozeleira eletrônica 

    Bolsonaro esteve na sede da PF, em Brasília, após a operação desta manhã para colocar o objeto no tornozelo. 

    Depois do ato, o ex-presidente conversou com à imprensa. Questionado se respeitará a decisão da Corte sobre o uso do equipamento eletrônico, Bolsonaro disse: “Não vou te responder, com todo o respeito”.

    Ele considerou a medida como “suprema humilhação” e negou que tenha pensando em deixar o Brasil diante das investigações no Supremo.

    “Nunca pensei em sair do Brasil, nunca pensei em ir para a embaixada, mas as cautelares foram em função disso. Eu não posso me aproximar de uma embaixada, eu tenho horário para ficar na rua. É uma objetiva suprema humilhação contra mim, é esse o objetivo”, disse o ex-mandatário para a imprensa.