Homens têm buscado o uso de uma nova substância para aumentar a produção de sêmen durante o sexo. Segundo um usuário da rede social X (antigo Twitter), o mineral zinco passou a ser utilizado como suplemento para melhorar a ejaculação. “Não aguento que a moda agora é tomar zinco só pra gozar muito, como pode”, escreveu ele em seu post, que já conta com mais de sete mil curtidas, quase 200 comentários e mais de 300 compartilhamentos.
Ao ser questionado sobre a finalidade do uso, o homem explicou que o zinco aumenta a produção de sêmen: “Zinco aumenta a quantidade de p*rr* na hora de gozar. Aí estão tomando como se fosse um suplemento qualquer”.

De fato, médicos confirmam que a suplementação de zinco pode ajudar a aumentar a produção de esperma. Segundo a clínica de fertilidade britânica VinMec, o mineral desempenha um papel importante na saúde masculina. A deficiência de zinco pode gerar espermatozoides finos, o que é uma das causas de infertilidade e até esterilidade. Por isso, a suplementação é considerada eficaz para melhorar a qualidade do sêmen e aumentar a fertilidade.
Além disso, o zinco é visto como um “mineral de ouro” para a saúde reprodutiva e sexual masculina, podendo contribuir para a redução da incidência de câncer de próstata.
Alimentos ricos em zinco
O mineral pode ser encontrado principalmente em alimentos de origem animal, como ostras, carne de boi e fígado, enquanto frutas e hortaliças geralmente apresentam quantidades menores. Para quem segue dietas vegetarianas, recomenda-se consumir feijão de soja e frutos secos, como amêndoas e amendoim, para manter os níveis de zinco adequados.
O zinco não é produzido pelo corpo humano, por isso é importante incluí-lo na alimentação diária. Além de sua função reprodutiva, ele é essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso e para o fortalecimento do sistema imunológico, ajudando o corpo a resistir a infecções causadas por vírus, fungos ou bactérias.
Entre os alimentos mais ricos em zinco, destacam-se:
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Ostras cruas: 91 mg/100 g
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Carne de boi assada: 8,5 mg
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Fígado de boi cozido: 4,5 mg
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Carne de peru cozida: 4,5 mg
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Carne de vitela cozida: 4,4 mg
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Fígado de frango cozido: 4,3 mg
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Caranguejo cozido: 4,3 mg
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Cordeiro cozido: 4,0 mg
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Frango cozido: 2,9 mg
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Porco assado: 2,48 mg
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Queijo mussarela: 2,76 mg
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Gérmen de trigo: 12,2 mg
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Sementes de cânhamo: 9,9 mg
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Sementes de papoula: 7,9 mg
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Gergelim: 7,7 mg
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Sementes de abóbora: 7,6 mg
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Cardamomo: 7,5 mg
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Amêndoas: 5,0 mg
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Feijão de soja cozido: 4,1 mg
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Amendoim: 4,8 mg
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Castanha-do-pará: 4,5 mg
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Noz pecã: 4,3 mg
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Grãos de soja cozidos: 4,7 mg
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Castanha-de-caju: 4,7 mg
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Aveia em flocos: 3,97 mg
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Chocolate 70–85%: 3,3 mg
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Nozes: 3,1 mg
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Arroz integral: 2,2 mg
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Tofu: 2 mg
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Feijão cozido: 1,4 mg
A ingestão diária recomendada de zinco varia conforme idade, sexo e fase da vida: mulheres a partir de 18 anos devem consumir 8 mg por dia, enquanto homens a partir da mesma idade necessitam de 11 mg.
A absorção de zinco pode ser influenciada por fatores nutricionais e condições de saúde, como diarreia e doença celíaca. O zinco de origem vegetal é mais difícil de absorver devido à presença de ácido fítico, e alimentos processados, como cereais refinados, perdem grande parte do mineral. Já os alimentos de origem animal apresentam melhor absorção, pois suas proteínas facilitam a assimilação intestinal do zinco.

