Ministro de Lula reage à proibição de açaí na COP30 e promete correção

    Celso Sabino entrou em contato com os principais representantes da conferência

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Após o anúncio da proibição do açaí durante a Conferência da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou neste sábado (16) que a decisão ‘foi um erro’. O evento será realizado em novembro, em Belém (PA).

    “O edital publicado pela OEI para seleção da gastronomia que vai atender os espaços oficiais da COP30 cometeu um grave erro, impedindo a entrada dos principais produtos paraenses”, disse ele.

    Nas redes sociais, o ministro afirmou ainda que entrou em contato com os principais representantes da conferência e que eles garantiram que o edital será republicado na próxima semana.

    “Nós entramos em contato já diante desse edital publicado, com os organizadores e o secretário Walter (secretário extraordinário para a COP30) e já conseguimos a palavra de ambos de que essa correção será feita, e, na semana que vem, esse edital será republicado. A gastronomia paraense é parte essencial da nossa cultura e vai estar no centro do mundo, na porta de entrada da Amazônia”, afirmou o ministro.

    Polêmica

    A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA) em novembro deste ano, proibiu a venda de açaí — um dos produtos mais tradicionais da Amazônia — nos restaurantes e quiosques oficiais do evento.

    De acordo com o edital, o fruto pode estar contaminado com o Trypanosoma cruzi, agente causador da doença de Chagas, caso não passe por processo de pasteurização.

    Outros alimentos típicos da culinária paraense também foram vetados, como tucupi e maniçoba, devido a riscos sanitários semelhantes.