Escolas de Salvador recebem campanha para diagnóstico da Hanseníase

    Na ação, os estudantes entre 5 a 14 anos serão orientados sobre as formas de prevenção e tratamento da doença

    Debate sobre a política de controle da hanseníase. Foto: José Cruz/ABr

    A Campanha Nacional Hanseníase e Geohelmintíases começa nesta segunda-feira (22) e segue até a sexta-feira (26). Em Salvador, as escolas da rede municipal de ensino serão visitadas ao longo da semana por estudantes de enfermagem voluntários. Na ação, os estudantes entre 5 a 14 anos serão orientados sobre o que é a hanseníase e quais as formas de prevenção e tratamento.

    Os dados coletados serão enviados ao FormSus, do Ministério da Saúde, que fará o mapeamento das doenças  em todo o Brasil. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de casos de hanseníase, perdendo somente para a Índia. Eloísa Bastos, do setor de Vigilância Epidemiológica do Agravo da Hanseníase, explicou que a hanseníase é uma doença que é um problema de saúde pública. “Salvador, enquanto capital, também apresenta indicadores altos. De 2010 a 2015, foram apresentadas taxas de detecção altas”, disse Bastos.

    Os distritos do Subúrbio Ferroviário, Itapuã e São Caetano/Valéria são os que apresentam um maior número de casos registrados, de acordo com a servidora.

    Hanseníase – A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada por um bacilo denominado Mycobacterium leprae. A hanseníase não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada e os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro). O paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite. A doença tem cura e o tratamento é feito gratuitamente nas unidades de saúde e é gratuito.