Rui Costa classifica operação contra PCC como maior ofensiva do Estado

    Uma megaoperação com 1.400 agentes cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão em oito estados

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, classificou nas redes sociais, a Operação Carbono Culto, como a ‘maior ofensiva do Estado brasileiro contra o crime organizado’. A ação deflagrada nesta quinta-feira (28) investiga a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC), em empresas de investimentos localizadas na Faria Lima, luxuoso centro financeiro de São Paulo.

    “As ações ocorreram em 10 estados, com o cumprimento de mandatos de busca e apreensão contra mais de 350 alvos, movimentos desarticulares um esquema bilionário de fraudes nos setores de combustíveis e financeiro. A criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, no âmbito do Ministério da Justiça, possibilitou um trabalho integrado capaz de identificar métodos e atores do núcleo financeiro desse sistema fraudulento, responsável por sonegar mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais”, escreveu ele no X, antigo Twitter.

    “Com essa operação histórica, o governo Lula demonstra, mais uma vez, seu compromisso inegociável com a justiça, a proteção da sociedade e o combate firme a esquemas de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro”, complemeteu o ministro.

    Operação

    Uma megaoperação com 1.400 agentes cumpre, nesta quinta-feira (28), mandados de busca e apreensão e de prisão em oito estados contra o PCC, o Primeiro Comando da Capital. A ação mira a sonegação e a lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A informação é ds Agência Brasil.

    Considerada a maior operação contra o crime organizado da história do país, a Operação Carbono Oculto mira 350 pessoas e empresas nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O valor do tributo sonegado ultrapassa os R$ 7,5 bilhões.

    Todos os alvos são suspeitos de crimes como fraude fiscal, lavagem de dinheiro, estelionato, adulteração de combustíveis, crimes ambientais e crimes contra a ordem econômica. Segundo a Receita Federal, cerca de mil postos vinculados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 e foram autuados em mais de R$ 890 milhões.