Marta rebate Bruno Reis e defende investigação da PF contra Rueda

    A declaração foi dada nesta sexta-feira (19) ao bahia.ba

    Foto: Neison Cerqueira/ bahia.ba

    A vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou a declaração do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), que afirmou nesta quinta-feira (18) que o presidente do seu partido, Antônio Rueda, é vítima de perseguição. A declaração foi dada nesta sexta-feira (19) ao bahia.ba.

    Rueda foi citado em investigação da Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Carbono Oculto, que apura se o político seria dono oculto de jatos executivos registrados em nome de terceiros e de fundos de investimento. A ação também investiga a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nos setores financeiro e de combustíveis.

    Marta rebateu as falas de Bruno ao afirmar que o inquérito é conduzido por órgãos autônomos e independentes, como a PF e o Ministério Público Federal (MPF), sem qualquer vínculo político ou partidário. Segundo ela, as apurações apontam indícios de irregularidades graves, incluindo a suspeita de envolvimento de Rueda com empresas de aviação ligadas ao PCC.

    Para a petista, ao questionar a atuação dessas instituições, o prefeito repete estratégias usadas por grupos que tentaram deslegitimar a democracia — como os que pediam intervenção militar em frente a quartéis, falavam em “ditadura de toga” e atacavam o Judiciário. “Não se trata de um debate político ou parlamentar, mas de uma investigação técnica, imparcial e baseada em evidências”, disse.

    A vereadora também frisou que a saída da União Progressistas da base do governo federal não tem relação com o caso, que segue focado em possíveis irregularidades. “Uma postura coerente do prefeito seria respeitar o processo investigativo, reconhecer o papel da Justiça e confiar nas apurações. Ao duvidar da legitimidade das instituições, ele adota um discurso antidemocrático, que compromete a confiança da população nos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo cumprimento da lei”, disparou.